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sábado, 24 de maio de 2014

Mangás brasileiros ao longo das décadas

Esse texto é uma atualização do texto publicado no site Kotatsu Wikia, onde fui convidado a colaborar em um texto pré-existente.





O termo mangá foi importado por Katsushika Hokusai, um artista de ukyo-ê, ele importou o termo do chinês manhua, usado na arte do sumi-ê, mas seu uso para definir quadrinhos foi ideia de Rakuten Kitazawa, no final do século XIX e início do século XX, Kitazawa também conhecido por criar os yonkomas, um tipo de tira vertical composta por quatro quadros. A palavra manhua se tornaria um cognato em chinês, assim como manhwa em coreano.



A imigração japonesa no Brasil se iniciou em 1908, em 1916, surge o primeiro jornal da colônia japonesa, o Nanbei (América Latina), em 1941, o governo de Getúlio Vargas proibiu a publicação de jornais da colônia, por conta dos conflitos da Segunda Guerra, uma vez que o Brasil havia se tornado membro dos aliados e o Japão pertencia ao Eixo. Após o fim da Guerra, em 1946, os jornais voltam a ser publicados, é lançado o São Paulo-Shimbun.





Década de 1950

Em 1956, o o animador japonês (ou issei como a colonia costuma chamar os imigrantes) Ypê Nakashima (também grafado como Ippe ou Yppe) se muda para o Brasil, logo ele passa a colaborar como jornalista na Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC), Nippak Shimbum, São Paulo-Shimbun, entre outros. No Japão, Ypê havia produzido tiras no formato yonkoma e cartuns para os jornais Asahi Shimbun, Mainichi Shimbun, Yomiuri Shimbun, entre outros. Ypê também produziu a tira do tipo yonkoma Sr. Bra da Colônia reproduzida diariamente no jornal São Paulo Shimbum entre 1956 e 1957. Fonte:Tiras Memory - Sr. Bra da Colônia - São Paulo Shimbun - 1956

Em 1959, Ypê torna-se um animados, produzindo entre 1959 e 1963, a série Papa-Papo, contudo, não consegue distribuir a animação comercialmente. Logo em seguida, passa a produzir animações para comerciais,  dentre elas, o fortificante Sakamoto e os cobertores Parahyba. Segundo seu filho, o também animador, Itsuo Nakashima, Ypê tinha os estúdios Hanna-Barbera como influência,  viajou de volta ao Japão, com o intuito de negociar a produção de  animações para TV, produzidas por brasileiros e japoneses, contudo, as negociações não foram bem-sucedidas. Curiosamente, na década de 1960, foram produzidos os primeiros desenhos animados terceirizados no Japão: The King Kong Show (1966-1969), animado pela Toei, o também animador e cartunista americano, Joe Oriolo, que ilustrou quadrinhos e produziu uma série animada do Gato Félix, além co-criar o Gasparzinho com Seymour Reit, Orilo produziu o desenho Johnny Cypher in Dimension Zero (1967), cuja animação foi realizada por estúdios japoneses, Oriolo foi responsável, pela chegada dos animes nos EUA, começando por Astro Boy e Marine Boy.

A história de Ypê lembra a de Bob Kuwahara (nascido Rokuro Kuwahara), um japonês nascido em Tóquio em 1901, que mudou-se para os Estados Unidos em 1910, Bob trabalhou nos estúdios Disney, MGM e Terrytoons, nesse último, criou a série Hashimoto-san (1959), sobre um ratinho japonês, Kuwahara também ilustrou tiras de jornal e faleceu em 1964.



Sr. Bra da Colônia, tira no formato yonkoma de Ypê publicada no São Paulo Shimbum em 03 de maio de 1973, fonte: "O herói do herói Piconzé, Nassif e Itsuo Nakashima, revista Heróis do Futuro nº 34, 1996, Press Talent
Não há como saber se Ypê foi o primeiro ou o único a publicar yonkomas nos jornais da colônia.




Década de 1960







Em 1963, Minami Keizi se muda da cidade de Getúlia para a capital paulista. Em entrevistas, Keizi disse que tomou contato com os mangás ainda em Getúlia, seu pai ganhava antologias japonesas na  Cooperativa Agrícola de Cotia. Passou então a copiar Osamu Tezuka. Logo seria influenciado também por Shotaro Ishinomori e Tetsuya Chiba. Ainda, em 1963, publica o conto "Pedrinho e a Greve dos Relógios" no Jornal Juvenil. O conto foi ilustrado pelo quadrinista Zezo. 




Página de Astro Boy e de Hot Stuff
No ano seguinte, resolve apresentar um projeto de uma história em quadrinhos do seu personagem Tupãzinho para Wilson Fernandes na editora Pan Juvenil, inspirado no Astro Boy/Tetsuam Atom (ou Tetsuam Atomu) de Osamu Tezuka, contudo, enquanto Astro é um robô, Tupãzinho é um garoto humano, no Japão, Tatsuo Yoshida criou o Ás do Espaço em 1964, que também era parecido com o Astro e era um garotinho, com a diferença que ele era um alienígena. Ao ver o desenho do personagem e sua anatomia diferente (olhos grandes e pernas finas), Fernandes sugeriu que alterasse o estilo, Keizi então optou por se inspirar no personagem Brasinha (Hot Stuff) da Harvey Comics, criado por Warren Kremer, porém, nota-se que a revista traria histórias influências pelo estilo mangá, podemos consider o Tupãzinho o primeiro exemplo de mangá híbrido ou kongo-mangá conforme definição criada pelo professor Amaro Braga, autor do livro Desvendando o Mangá Nacional: Reprodução e Hibridização nas Histórias em Quadrinhos. Ainda em 1964, estreia National Kid, primeira série de televisão japonesa exibida no país pela TV Record (São Paulo) e TV Rio. O personagem criado por Daiji Kazumine sob encomenda da National Electronics Inc., (atual Panasonic) e produzido pela Toei em 1960, Kazumine também seria responsável por um mangá do herói.




Ás do Espaço




 Em 1965, Tupãzinho estrearia em tiras diárias do jornal Diário Popular (atual Diário de São Paulo) e, em 1966, ganha uma revista própria pela Pan Juvenil (Tupãzinho, o Guri Atômico). Nesse mesmo ano, Keizi torna-se supervisor da editora e lança uma outra revista, chamada "Álbum Encantado", com 104 páginas coloridas contendo fábulas infantis e outras histórias e contos ilustrados, escritas por Keizi e desenhadas por Fabiano Dias, José Carlos Crispim,  Luís Sátiro e Antonio "Toninho" Duarte. Alguns trabalhos seguiram o estilo mangá sugerido por Keizi.  Em 2017, a Criativo Editora republicou o álbum encantado pelo selo Graphic Book com o subtítulo Mangá Ano Zero.







No mesmo ano, a Pan Juvenil é extinta e os sócios Salvador Bentivegna e Jinki Yamamoto convidam Keizi para fundar uma nova editora - surge a "Editora de Revistas e Livros" (EDREL), nome sugerido por um funcionário. A editora adota o Tupãzinho como seu mascote e este é impresso em todas as publicações.  O conto Pedrinho e a Greve dos Relógios é republicado na revista Tupãzinho. 









Em 1967, um outro descendente de japoneses passa colaborar com a EDREL, nascido em Guaiçara, Chuiji Seto Takeguma, ou Claudio Seto, como ficou conhecido.


Seto começou na revista Humor Negro, inspirado no traço do americano Jack Davis para a revista MAD, mas também trazia influências dequadrinhos japoneses e no ano seguinte, cria para a revista O Ídolo Juvenil, Flavo, um misto de contos de fadas e ficção científica. Flavo também é uma releitura de Astro Boy, um robôzinho criado pelo cientista Professor Kitão. Para o estilo das histórias, o autor se inspirou no traço de Hideko Mizuno, uma das precursoras do Shoujo mangá. A revista Ídolo Juvenil seguia o exemplo das antologias shonen, no primeiro número publicou Tarun, um tarzanide de Paulo Fukue. Nesse mesmo ano, a Shonen Jump japonesa publicou as tiras americanas Mandrake, Flash Gordon e Agente Secreto X-9








  Página de Honey Honey de Hideko Mizuno (1966)


Flash Godon na Shonem Jump, arte de Dan Barry


Claudio Seto publicou a história Lagrimas do Céu na revista Chiquinho - Edição Especial de Tupãzinho #6, Chiquinho foi um outro personagem de Keizi, ilustrado por Fabio Dias e José Carlos Crispim publicado em Álbum Encantado e O Ídolo Juvenil.



página de Lágrimas do Céu






Seto então cria mais duas revistas a pedido de Keizi: Ninja, o samurai mágico (3 edições) e O Samurai (16 edições). Nelas, é notável a influência de Sampei Shirato, precursor do movimento gekigá. Seto também publica histórias de conteúdo erótico  na revista Estórias.

Adultas. 




sasuke sampei shirato

Ninja, o samurai mágico de Claudio Seto (1967) e Sasuke de Sampei Shirato (1961)



Em meados da década de 60 e início da década de 70, começam a ser exibidos animes no cinema e na TV brasileira: O Oitavo Homem, Speed Racer (como Capitão Meteoro),  A Princesa e o Cavaleiro e. Samurai Kid, um anime ligeiramente inspirado no mangá Kaze no Ishimaru, de Sampei - o anime teve participação pelo renomado Hayao Myazaki em início de carreira. 






Década de 1970



A Edrel investe em mais HQs de conteúdo adulto - surge "A Gatinha", de Minami Keizi (possivelmente, o primeiro hentai brasileiro) e Maria Erótica, de Claudio Seto (mais puxada para o humor).


A Técnica das Histórias em Quadrinhos
Shotaro Ishinomori em A Técnica das Histórias em Quadrinhos
A Editora lança um curso de desenho por correspondência em 12 fascículos, o "Curso Comics". Ao mesmo tempo, Fernando Ikoma publica pela editora o livro "A Técnica das Histórias em Quadrinhos”. O livro foi o pioneiro no país a citar autores de quadrinhos japoneses, embora ainda não citasse a palavra mangá, o termo usado é "técnica japonesa". O estilo de Claudio Seto é descrito como "miscigenado". Ikoma nunca havia tido contato com mangás até a trabalhar para EDREL e diz que não foi influenciado pelo estilo.








De acordo com Minami Keizi, em 1970, durante o  I Congresso Internacional de Histórias em Quadrinhos realizado no MASP (Museu de Arte de São Paulo), o publicitário, poeta, ator, ensaísta, professor e tradutor, Décio Pignatari (1927-2012) já falava da influência dos mangás nos quadrinhos da EDREL, Pignatari cita Claudio Seto e a  EDREL no livro Contracomunicação publicado pela primeira vez em 1971 e republicado em 1973 e 2004.

O pesquisador Luigi Rocco descobriu outra história em estilo mangá, nas páginas da revista Mil Piadas há a história A Garçonete por José Carlos Crispim.






Em 1972, Keizi sai da Edrel e cria com Carlos da Cunha a Minami & Cunha (também conhecida como M&C). Dentre os títulos publicados pela editora estão Conan, o Bárbaro. Com a saída de Keizi, Paulo Fukue assume a função de editor na Edrel, porém a editora não dura muito tempo por conta da repressão do Regime Militar. Fukue chegou a ser torturado no Dops.

No mesmo ano, Fernando Ikoma chega a roteirizar e desenhar pra EBAL histórias de O Judoka, um herói brasileiro criado para substituir Judomaster, um personagem da Charlton Comics, cujas histórias duraram apenas seis edições. De acordo com Ota Assunção, o jornalista Adolfo Aizen já sabia que o personagem teria poucas edições e já planejava um herói brasileiro. O Judoka durou 52 edições e chegou a protagonizar um filme, estrelado por Pedrinho Aguinala e Elizângela, as histórias de O Judoka tinha a consultoria de praticantes de judô e dedicava páginas sobre a arte marcial. Roberto Fukue passa a trabalhar pra Editora Abril, mais precisamente nos quadrinhos Disney, Fernando Ikoma também chega roteirizar histórias de personagens da Hanna-Barbera para a mesma editora.

Em 1973, Fukue e Paulo Hamasaki publicam, pela M&C, Sanjuro, o Samurai Impiedoso,  que conta sobre um samurai no velho oeste americano. Apesar do tema, não havia influência dos mangás, embora Hamasaki tenha afirmado que seu pai havia lhe dito sobre os quadrinhos do Japão. O nome do samurai remete aos filmes Yojimbo (1962) Sanjuro (1962) de Akira Kurosawa e estrelados por Toshiro Mifune, Mifune também participou de um filme de faroeste Red Sun (1971) de Terence Young, ao lado de Charles Bronson, que por sua vez, estrelou Sete Homens e um destino (1960), considerado um remake faroeste de Os Sete Samurais (1954) de Kurosawa, também estrelado por Mifune. a união de artes marciais com faroeste também era presente na série Kung Fu (1972-1975), estrelada por David Carradine, que interpretava um sino-americano no Velho Oeste. Curiosamente, os filmes de Kurosawa inspiraram a "Trilogia dos dólares" do cineasta italiano Sergio Leone: Por um punhado de dólares (Per un pugno di dollari), Por uns dólares a mai (Per qualche dollaro in più) e Il buono, il brutto, il cattivo (Três Homens em Conflito / O Bom, o Mau e o Feio), todos estrelados pelo americano Clint Eastwood como o pistoleiro sem nome, a trilogia é apontada como um marco do chamado spaghetti western, nome dado aos filmes de faroeste italianos. Logo em seguida, Ikoma também passa colaborar com a Editora Abril.


No mesmo ano, Ypê Nakashima lança o longa animação Piconzé, segundo longa-metragem de animação brasileiro e o segundo colorido do país, Ypê planejou o filme em 1966 e havia feito um anúncio no São Paulo-Shimbun, onde convidou pessoas da colônia japonesa, para ajudar na produção, entre eles, o futuro artista plástico Ayao Okamoto, a animação foi produzida entre 1969 e 1972, ainda em 1973, Ypê retorna a tira Sr. Bra da Colônia no São Paulo-Shimbun, o jornal O Estado de São Paulo lhe oferece um espaço para criar uma tira de Piconzé, ele teria desistido por não dominar bem o português.

Uma tira chegou a ser produzida e publicada no programa do filme, a autoria é desconhecida. Em 1984, em um evento realizado pela Fundação Japão e a Abrademi no MASP, Tezuka assistiu a metade de Piconzé. 



Ypê viria a falecer em abril de 1974, vítima de uma hemorragia interna, deixando inacabado um outro longa, Os Irmãos Amazonas. Em 1979, seu filho Itsuo passa a trabalhar em animações da Turma da Mônica.


Em 2004, 30 após a sua morte, Nakashima recebeu um troféu HQMix póstumo, também foram premiados Minami Keizi, Fernando Ikoma e os irmãos Paulo e Roberto Fukue, o troféu foi inspirado no Samurai de Claudio Seto. 

Em 2016,  Itsuo retomou o projeto do longa em parceria com o estúdio Ideograph, a animação está prevista para ler lançada em 2018.






Revista Quadreca #4 (1978)
Em 1974, a professora Sônia Maria Bibe Luyten cria a primeira Gibiteca de mangás da ECA/USP, e lança a revista acadêmica Quadreca. Em artigos publicados na revista, Sônia usa a palavra "mangá"(com acento, em Portugal, no entanto, a palavra não é acentuada). Também na USP, fundou o primeiro núcleo de estudo sobre mangás:"Associação dos Aficionados de Mangá".A Edrel fecha as portas em 1975.














Em 1977, A Editora Abril lança a primeira revista brasileira dedicada a um personagem oriundo dos mangás: Speed Racer, porém suas histórias eram de origem argentina e brasileira, além de não terem a influência dos mangás, mas sim dos comics americanos. Nesse período, a série era exibida no programa do Capitão Aza da TV Tupi - outras séries japoneses exibidas no programa foram  Esper: o Garoto a JatoVingadores do Espaço (criada por Osamu Tezuka) e Robô Gigante (de Mitsuteru Yokayama), além dos conhecidos Ultraman e Ultra Seven.








Em 1978, morando em Curitiba, Claudio Seto convence Faruk El-Katib, dono da editora Grafipar, a investir em histórias em quadrinhos. No ano seguinte, publica uma nova revista da Maria Erótica e cria um personagem de faroeste, Katy Apache, inspirada em Raquel Welch, mas bastante parecida fisicamente com a Maria Erótica (ver artigo Reused Character Design). Seto não gostava de faroeste e passa a personagem para Mozart Couto, que inclusive desenha um crossover entre as duas personagens através de uma viagem no tempo.




Em 1979, o estudante Francisco Noriyuki Sato convenceu o economista Hiroshi Banno, secretário geral do BUNKYO (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), a realização de uma exposição de quadrinhos na associação), para isso, convidou os quadrinistas: Paulo Fukue, Michio Yamashita (que desenhou Speed Racer para a Abril), Jorge Kato (pioneiro na produção de quadrinhos Disney na Abril), Roberto Higa, Sergio Hamasaki, Roberto Kussumoto (desenhistas) e Ataíde Braz (roteirista), e a professora Sônia Luyten. Nesse período, Noriyuki se correspondia com Claudio Seto e envia roteiros para a Grafipar.




O encontro de Maria Erótica e Katy Apache










Década de 1980
Pelo selo Bico de Pena da Grafipar, Claudio Seto resolve experimentar duas revistas no estilo mangá: Super Pinóquio e Robô Gigante



Super Pinóquio grafipar  robô gigante grafipar

Anúncio das revistas

                                                      




































Super Pinóquio (escrita e desenhada por ele), inspirada tanto em Astro Boy, quanto em Pinóquio de Carlo Collodi (uma influência já existente no trabalho de Tezuka, uma vez que também fez um mangá do boneco de madeira, publicado em 1952 e publicado no Brasil em 2017 pela NewPOP Editora. Além do mais, Astro Boy nada mais é que uma variante robô do Pinóquio).

A revista conta a história do Super-Pi criado por Professor Otes. 






Curiosamente, no ano seguinte, a Record passou a exibir a série O Menino Biônico (Jetter Mars) também de Osamu Tezuka e lançada em 1977. O personagem era uma releitura do Astro Boy (cuja série original não foi exibida no país, apenas uma nova versão na década de 2000 pela Rede Globo).




Pinóquio por Osamu Tezuka (1952)
Jetter Mars ou O Mênino Biônico no Brasil











No Brasil foi exibida um anime do Pinóquio: Kashinoki Mokku (1972-1973), produzido pela Tatsunoko, porém, Piccolino no Bōken (1974-197), produzido pela Nippon Animation, permanece inédito no país.






ultraboy grafipar

Robô Gigante, nela há duas histórias: Os Dragões da Independência de Claudio Seto assinando como Selene Tobias (roteiros) e Watson Portela (desenhos) e Ultraboy, um pastiche do Ultraman, por Franco de Rosa. 







Captain Harlock e BR-I


O Pirata do Espaço
Em  Os Dragões da Independência há presença de um mecha pilotável do tipo "Super Robot" - é notável a influência dos mangás dos mangás Capitão Harlock de Leiji Matsumoto (no personagem BR-I) e Locke the Superman. Em 1983, estreava na Rede Manchete, o anime Pirata do Espaço (Groizer X) de Go Nagai, primeiro anime do gênero "Super Robot" a ser lançado do país.














Ao longo de sua carreira, Watson Portela apresentou influências de várias escolas de quadrinhos - para Chet e Ciprus Hook se inspirou nos quadrinhos italianos e, em outras, o estilo dos franceses Moebius e Jean-Claude Mézières (conhecido por ilustrar Valérian). De acordo com Ataide Braz, Selene poderia ser o próprio Claudio Seto. Ainda em 1982, Watson publica na revista Almanaque Xanadu: a Saga de Xanadu e O Fim do Começo? (essa última arte-finalizada por Franco de Rosa), ambas as histórias seguem o estilo mangá e conta a história de gnomos azuis (embora a capa diga que são duendes) da Aldeia Xanadu, a revista seguia o estilo das revistas Heavy Metal e Metal Hurlant nela, há uma outra história de Portela, Vôo Livre, essa seguindo os estilos de Moebius e 
Mézières







Ambas as revistas duraram apenas uma edição e prometiam novos personagens: Capitão Brasil e Chapeuzinho do Espaço, o que não ocorreu, pois a Grafipar fecha as portas em 1984. Super Pinóquio ainda apareceria na revista da Melissa, a Repórter, publicada pela Fama Comunicações. O Robô Gigante faz uma aparição na revista de atividades Transrobôs da Editora Press (1988), criada para pegar carona no sucesso deTransformers  (uma animação americana sobre robôs criada em cima bonecos de origem japonesa). 10 anos depois, o robô aparece em uma revista de como desenhar no estilo mangá, com lições de Portela.


   
                   

Revista Transrobô (1988) e Curso Prático de Mangá #27, Editora Escala (1998)
Fonte: Blog oficial do autor               
           

Seto criou um personagem inspirado no filho mais velho, Noriyassu, de acordo com Noriyassu, a tira do personagem Norinho foi publicado em Turminha do Seto, suplemento do extinto jornal Correio de Notícias e na revista Cruzadinha Genial da Fama Comunicações (de acordo com os sites de vendas, publicada nos anos de 1986 e 1987), pesquisando, achei uma edição da revista com a Melissa, a repórter, outras edições traziam personagens estrangeiros. Em 2016, Noriyassu usou o personagem Norinho em uma campanha para vereador com desenhos de Tako X e Guilherme Match.












Em 1983, surge uma outra revista inspirada em herói japonês: Spectreman da Bloch Editores, uma publicação pirata que durou 30 edições.






Ainda, em 1984, surge a Abrademi (Associação Brasileira de Mangá e Ilustração), fundada por Francisco Noriyuki Sato e Sônia Luyten. De início, a Abrademi publicava seus informativos no fanzine Quadrix, da AQC, até que cria seu próprio fanzine: O Clube Mangá, primeiro fanzine dedicado a mangá e anime. Em entrevistas, Cristiane Akune disse que a grafia mangá não era bem compreendida, e muitas vezes as pesssoas não familiarizadas, retiravam o acento. Claudio Seto foi escolhido para ser conselheiro da associação e logo depois, presidente da unidade do Paraná.






O surgimento da associação coincidiu com a visita de Osamu Tezuka no Brasil, convidado pela Fundação Japão. Meses antes, Osamu Tezuka estabeleceu uma amizade com Mauricio de Sousa, após uma visita do quadrinhista brasileiro ao Japão. Planejavam um crossover entre as criações de ambos os autores, porém, Tezuka viria a falecer em 1989.

arte criada pela Mauricio de Sousa Produções após o falecimento de Osamu Tezuka (1989)
Em 1985, o casal Ataide Braz e Neide Harue iniciam a publicação de Drácula, Sombra da Noite pela Nova Sampa, uma versão em mangá do vampiro de Bram Stoker.

Ainda em 1985, Sergio Peixoto passa a integrar a Abrademi, em junho do ano seguinte, organiza a primeira exibição pública de animes no Brasil, realizada numa sala do BUNKYO (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), logo, passou a ser o "diretor de vídeo" da associação, ainda em 1986, conhece José Roberto Pereira.


Em 1986 ou 1987, Ataide publica a história Sonata para o Verbo Amar, desenhada pela estreante Luri Maeda e publicada na revista Mistérios das Trevas, da Nova Sampa.

Em 1987, Watson Portela desenha um hentai para a revista Transas Eróticas Especial da editora Maciota (também conhecida como Press).


Em Abril de 1988, Sergio Peixoto Silva e José Roberto Pereira saem da Abrademi e  criam a Orcade (Organização Cultural de Animação e Desenho) e começaram a colaborar com as editora brasileiras, publicando hentais (embora esses não fossem licenciados).







Em 1989 é a vez da EBAL publicar quadrinhos baseados em séries japonesas da Toei, produzidas pelo Studio Velpa, dessa vez, sob licença das distribuidoras de vídeo, começando por Jaspion e Changeman. Essas histórias podem ser consideradas como híbridas, já que mesmo seguindo o estilo dos comics americanos, alguns artistas apresentavam influência dos mangás, dentre eles: Ataide Braz e Alexandre Nagado (roteiristas), Neide Harue, Edson Kohatsu e Luri Maeda (desenhos). Embora apenas o seu traço não tenha sido publicado, Nagado diz ter tentado seguir a narrativa dos mangás em rafes (esboços), usados pelos desenhistas. No mesmo ano é publicado, Skorpion - Arma Mortal de Ataide Braz e Neide Harue, arte-finalizada por Edson Kohatsu,  editada pela Veija - Comunicação Publicitária e Editorial.












Década de 1990 

Em 1990, a Editora Abril publica uma adaptação em quadrinhos do segundo episódio de Zillion, em um álbum de figurinhas da coleção Misto Quente, roteiros de Ataide Braz  e Roberto Kussumoto. Kussumoyo também produziu histórias dos heróis da Toei. A EBAL também publica um material relacionado com Zillion, uma revista de atividades. Nesse mesmo ano, Sergio Peixoto e José Roberto prestam o primeiro serviço de assessoria, na estreia do filme animado Akira, de Katsushiro Otomo, e licenciado no país pela Sato Company de Nelson Sato, o mangá logo seria publicado pela Editora Globo, inspirada na versão da Epic (selo da Marvel), que era espalhada e foi colorida por Steve Oliff.








Em 1991, o Studio Velpa passa colaborar tanto na EBAL, quanto na Editora Abril, em histórias de heróis da Toei e Toho (Cybercop).



Em 1993, a Prefeitura de Curítiba publica A História de Curitiba em Quadrinhos, escrita por Cassiana Carollo e ilustrada por Cláudio Seto.






Em 01 de Setembro de 1994, estreia, na Rede Manchete, o anime Os Cavaleiros do Zodíaco produzido pela Toei Company e baseado no mangá de Masami Kurumada. Com isso, a procura por matérias sobre anime e mangá passar a ser maior. Surge a revista Herói, de André Forastieri (derivada da Set & Terror e Ficção), pela Acme (editora de Forastieri) e a Nova Sampa. Para as matérias sobre animes, mangás e séries japonesas, foram chamados Marcelo Del Greco e Alexandre Nagado. Logo em seguida, a Manchete lançaria os animes Shurato, Samurai Warriors, Sailor Moon, Yuyu Hakushô, Supercampeões, entre outros, logo em seguida, o SBT exibiria Street Fighter II V, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Fly, o pequeno guerreiro (Dragon Quest: Dai no Daiboken), Dragon Ball e a série americana de Megaman.





Sergio Peixoto e José Roberto produzem uma edição especial da revista Cinemix da Nova Sampa. A Editora Escala inicia a publicação de uma série de quadrinhos baseada no game Stret Fighter II (a franquia teria mais exposição com a chegada de animes e um filme). Os autores dessa revista eram oriundos das revistas O Fantástico Jaspion e Heróis da TV da Editora Abril: Marcelo Cassaro, Arthur Garcia, João Pachecho, Alexandre Nagado e Rodrigo de Góes, também contanto com a colaboração de Neide Harue. Assim como as revistas da EBAL e da Abril, também possuem um estilo híbrido. A editora publica uma segunda revista de Speed Racer: As Novas Aventuras de Speed Racer, as histórias em eram originárias de uma revista americana da Now Comics baseada em uma série animada que não foi exibida no país e teve apenas duas edições, que compilou quatro das oito originais.
Marcelo Cassaro cria, na recém-fundada Trama (criada por Ruy Pereira, ex-sócio da Escala), a Revista Dragon (depois Dragão Brasil), e, no ano seguinte, lança o sistema de rpg humorístico Defensores de Tóquio, onde parodiava franquias de animes, mangás, tokusatsus e games. 







No ano seguinte, José Roberto Pereira e Sergio Peixoto lançam a revista Japan Fury, pela Nova Sampa, primeira revista brasileira dedicada apenas a anime e mangá - a revista inclusive publicou histórias curtas nas páginas finais, dentre elas, Os Elementais, de José Roberto Pereira (roteiros) e a esposa Marcia Harumi Saito (desenhos). Surge também a Heróis do Futuro, da Press Talent. Nela, Francisco Noriyuki Sato e a esposa Cristiane Akune, ambos da Abrademi, passam a colaborar. A revista chega a traduzir dōjinshis (fanzines) de paródias (aniparo) de Os Cavaleiros do Zodíaco, publicadas na revista Aniparo Comics Junior da Minori Shobo. Além da pulblicar a série Os Guardiões do Poder, roteirizada por Edson Takeuti (Tako X) e desenhada por Fumito Nakao um desenhista japonês radicado no país, Nakao criou a mascote da Abrademi e ministrou cursos de mangá na associação. 
Aniparo Comics Junior





Em 1996, surge a AnimeClub da Abrademi da Abrademi (pela editora Usagi-San Publishing), um prozine (fanzine de qualidade profissional) em preto e branco que trazia histórias em quadrinhos e matérias de animes, mangás e cultura japonesa. A revista durou 3 edições, nela foram publicadas as séries The Heike, escrita por Noryuki Sato e ilustrada por Mayumi Hito e A Lenda de Garth Demian, também escrita por Sato e ilustrada por Fumito Nakao. A revista ganhou o Troféu HQMix do ano seguinte na categoria fanzine, embora sido comercializada em algumas bancas. 


Após seis edições, a Japan Fury é cancelada. A dupla Sergio Peixoto e José Roberto procuram a Editora Magnum (editora que publica a revista sobre armas de fogo, Magnum) e lançam a Animax - O Máximo da Animação Japonesa. A revista trazia dicas de como desenhar mangá, por José Roberto e a esposa Marcia Harumi Saito. A revista Animax populariza o termo otaku, tal qual a revista Animerica havia feito nos Estados Unidos.








Logo em seguida, em 1997, surgem dois spin-offs: a revista satírica Hyper Comix (que inicialmente era um fanzine de um leitor, João Vicente Cardoso, o JVC e Megaman, que embora não seja o primeiro título licenciado de uma franquia japonesa por autores brasileiros, foi o primeiro a se assumir como mangá puro. após 18 edições, José Roberto e a esposa saem da Magnum, a sessão de como desenhar é assumida por Érica Awano. Na revista foram revelados os talentos de Lydia Megumi Oide, Leonardo Ono, Sidney Lima, André Luis Felipe (Alf - Alfloptrecus Malucu), Fabio Paulino Nunes,  Roberto Amaral do Nascimento Júnior, Rogério Hanata, Eduardo FranciscoRafael Picardt e Eduardo Müller. A Editora Escala lança a revista Anime > Do, produzida pelo estúdio Opera Graphica, editada inicialmente por Yuri Goya (ex-Heróis do Futuro), com colaboração de Michel Matsuda (Japan Fury, Heróis do Futuro) e Érica Awano. A Taquaral Editorial publica Storyboard de João Cláudio Fidelis, o JET Fidelis e Nilton Simas trazendo matérias e HQs (três edições) e Mr.X #4 de Ricardo Oliveira Silva, trazendo a paródia "Os Cavaleiros do Rodizio" ambos originalmente eram fanzines.










Ainda em 1997, a Editora Trama, editora que publicava a Dragão Brasil de Marcelo Cassaro, inicia a publicação de quadrinhos (embora já tivessem histórias na Dragão Brasil). Surge a revista Blue Fighter, de Alexandre Nagado (personagem publicado anteriormente em Master Comics da Escala), por Arthur Garcia (desenhos) e Silvio Spotti (arte-final). 


No ano seguinte, surgem as mini-séries  licenciadas: Street Fighter Zero 3 (roteiros de Marcelo Cassaro e arte de Érica Awano) e Mortal Kombat 4. Também consegue a licença do RPG Street Fighter: The Storytelling Game, que ganha ilustrações de Awano e Lydia Megumi, além de obter a autorização para que Megaman, Street Fighter, Mortal Kombat e Final Fight sejam cenários de campanha da terceira edição de Defensores de Tóquio - ou 3D&T, como ficou conhecido.

Sergio Peixoto lança pela editora 2M, a Hanime, primeira revista brasileira sobre hentais, logo em seguida lança uma revista de tamanho menor, a Hotaku ((10,5 x 13,5 cm), publicada pela Editora Cristal.











No mesmo ano,  Fabio Yabu lança a webcomics Combo Rangers, umas das primeiras wecomics brasileiras e com bastante referências a tokusatsus e aos super-heróis de maneira geral. 

A Editora M&C (Mídia e Comunicação Editora) lança a antologia Mangá Booken, a revista misturava matérias sobre animes e mangás e histórias de artistas como Eddie Van Feu e o Studio Seasons (Montserrat, Sylvia Feer e Simone Beatriz).

Ulisses Pérez Érica Awano
A Editora Escala lança HQ - Revista do Quadrinho Brasileiro, uma revista destinada a um público adulto e inspirada na Heavy Metal, a publicação trazia histórias de veteranos como Julio Shimamoto (ver seção Informações adicionais) e Watson Portela, Mozart Couto e Paulo Garfunkel entre outros, mas também publicou algumas histórias no estilo mangá, dentre elas: Cidade dos prazeres esquecidos por Dario Chaves (roteiro), Ulisses Pérez (desenhos), Lilian Marayuma (cores), Babel por Maurício Sellmann (roteiro) e Érica Awano (desenhos) e Sereia por Maurício Sellmann (roteiro), Ulisses Pérez (desenhos) e Alexandre Jubran (cores).


Em 1999, a Rede Manchete é encerrada, contudo, não haveria um grande hiato de produções japonesas, a Rede Record estréia Pokémon e a série americana Beast Wars (um derivado de Transformers, série de mecha da Hasbro inspirada em franquias japonesas,  Diaclone e Microman da Takara), logo em seguida, o canal expande a exibição de séries japonesas com Speed Racer (a série original, não seu reboot de 1997), Sailor Moon R e Ultraman Tiga. No mesmo ano, o Cartoon Network exibe Dragon Ball Z e Pokémon, logo em seguida, Dragon Ball Z passa a ser exibido pela TV Bandeirantes/Band, no ano seguinte, o canal cria o bloco Band Kids! apresentado pela nipo-brasileira Renata Saiyuri com a exibição de Dragon Ball Z, Os Seis Biônicos (série americana produzida pelo estúdio japonês TMS), Bucky e Cadillacs e Dinossauros (embora seja conhecido pelo jogo da Capcom, é uma franquia americana baseada na HQ Xenozoic Tales de Mark Schultz), logo em seguida, o programa exibiu os animes Tenchi Muyo! e El Hazard, em 2001, Dragon Ball Z é adquirido pela Globo. 

Cassaro lança uma série autoral, Holy Avenger, ambientada no universo de Tormenta e novamente desenhada por Awano, a série no ano anterior surgiu como uma aventura para vários sistemas nas edições 44, 45 e 46 da revista Dragão Brasil.

o Estúdio PPA de Sergio Peixoto anuncia a publicação das mini-séries licenciadas Megaman X (por Rogerio Hanata), The King of Fighters (desenhada por Érica Awano), Samurai Spirits (desenhada por Rogerio Hanata), Pocket Fighters (sem equipe definida) e Darkstalkers pela Editora Shalon, mas a editora faliu e os projetos foram cancelados. Peixoto já havia trabalhado com  The King of Fighter, em 1995. a Nova Sampa publicou a revista Quem é Quem Games, dedicada a franquia, a revista trouxe textos informativos escritos por ele e José Roberto e desenhos de Marcia Harumi e Fabio Noboru, com colaboração de Franco de Rosa (acertando erros de anatomia) e cores de Celso Ryuji.

Em Curso Prático de desenho #5 com lições de Watson Portela e outros, Alexandre Nagado publica a primeira história de Dani: "Falando de Mangá!", escrita e ilustrada por ele, a história é lembra os livros teóricos do americana Scott McCloud (que utiliza as histórias em quadrinhos para explicar as próprias histórias em quadrinhos) ou mesmo Draw-Along With Frank Borth publicado em 1965 pela George A. Pflaum e no Brasil pela EBAL em Coleção HQ #4 O Desenho Passo a Passo - Lições simples de desenho (1970). Dani aparece na capa de Curso Básico de Desenho #13 - Como Desenvolver Roteiro para mangá produzida por Nagado e publica pela Canaã (um selo da Escala).











Década de 2000







Em 2000, a Rede Globo estréia Digimon, franquia de bichinhos virtuais da Bandai, embora seja comparada com Pokémon, a Bandai afirma que a franquia é uma evolução dos Tamagotchis, bichinhos virtuais que foram febre na década de 1990, gerando clones como Rakuraku Dinokun.

A Escala lança a revista Desenhe e Publique Mangá - a revista misturava lições e quadrinhos de veteranos. Dentre elas, histórias da Edrel por Claudio Seto, histórias de Julio Shimamoto e histórias novas de Watson Portela e a dupla Arthur Garcia e Silvio Spotti (Cyborg Zeta 7, inspirado em Cyborg 009 de Shotaro Ishinomori), Dani de Alexandre Nagado  e outras de artistas inexperientes. A revista durou 9 edições. A Kingdom Comics investe em mangás, com os títulos: Mangá Brasil (2 edições), Aniparo, Power Comics e Power Sexy. O fanzine Tsunami (2 edições), de Denise Akemi, ganha uma versão para as bancas pela Brainstore, estréia da mini-série em três edições Combo Rangers Revolution, pela JBC . A Trama publica a revista Defensores de Tóquio (3 edições), nela, são publicadas histórias ambientadas em Tormenta (das séries Victory e Holy Avenger) com roteiros de Petra Leão, Fran Elles Paz (atualmente conhecida como Fran Briggs), arte de Eduardo Francisco, André Luiz Maria e Adriano Lucas (roteiro e arte) e a estréia de Fighter Dolls, de Sérgio Peixoto (que na época, editava a Anime Ex pela mesma Trama), ilustrada por Rafael Picardt a série conta a história de garotos que usam action figures para lutar, Hunters de Lucyande Júnior e Diadorim de João Vicente Cardoso. A Abril publica a terceira revista de Speed Racer no país, uma mini-série em estilo mangá pelo coreano Tommy Yune publicada originalmente pela Wildstorm.





             Anuncio publicado na revista Dragão Brasil #66 (Outubro de 2000





Tsunami #1 e #2, capas de Roger Cruz  e Luke Ross, respectivamente




Em 2001, a Mythos Editora investe em duas HQs: Brasimon (inspirada em Digimon) e Dragon War (inspirada em Dragon Ball Z), ambas desenhadas por Daniel HDR, que inclusive havia desenhado Digimon para a americana Dark Horse. Essa versão permanece inédita no Brasil, no mesmo ano, a Abril Jovem publicou a revista Quadrinhos Digimon, publicando um manhua (nome dado aos quadrinhos da China e de Taiwan) por Yu Yuen Wong.  HDR criou o concept art da Demolidora (uma versão feminina do Demolidor) para o Marvel Mangaverse, porém, a personagem não chegou a ser publicada.


A Escala publica outra antologia: Mangá X, que dura 3 edições - nela foram publicadas HQs de Claudio Seto oriundas da Edrel, de Alexandre Nagado (publicando o final do herói Blue Fighter), Mutação de Valdir Fernandez (Val Sifer) Gagárgulas de Wanderley Felipe (Vanderfel) e Os Guerreiros de  Ha-Kan de Mozart Couto. Originalmente, Hakan (sem o hífen) foi uma mini-serie publicada pela Editora Noblet e apresentavam influências de Conan e quadrinhos europeus e eram roteirizadas por Julio Emilio Braz. A Editora Escala publica Daniel, o Anjo da Guarda, Rodrigo dde Goés (roteiro) de Arthur Garcia (desenhos) e Silvio Spotti (arte-final). O traço da revista sofreu forte influência de Akira Toriyama. Em Curitiba, a editora Cartago publica a mini-série em cinco edições 'Sob o Ano do Tigre', de Helton Yuji Yamamoto. O traço de Helton apresenta influência de Ryoki Ikegami.  A revista Jovens Guerreiros, da Editora Escala, uma edição pirata do mangá Ozanari Dungeons de  Motoo Koyama, e editada por José Roberto Pereira, em seu quarto e último número (embora o título tivesse originalmente 17 volumes tankohons), trouxe uma história da série Silver Gun de Mozart Couto, que também teve uma história publicada em Mangá X #2. A JBC lança uma série mensal dos Combo Rangers (12 edições). A JBC publica a "Revista da Eliana" da então apresentador da Record, Eliana Michaelichen, a revista era mista e trouxe os quadrinhos da "guerreira Eliana" desenvolvidos pelo Yabu Media de Fabio Yabu, seu programa Eliana & Alegria foram exibidos os animes Pokémon, Speed Racer e Sailor Moon e o tokusatsu Ultraman Tiga, uma animação chegou a ser produzida pelo estúdio, mas nunca chegou a ir ao ar.

 













Em 2002, a Panini publica uma nova revista de Combo Rangers (10 edições) e a Trama lança Tsunami de Denise Akemi. A Editora Cristal lança a versão mangá ou mangalização do Pequeno Ninja, um personagem criado nos anos 90 por Tony Fernandes, Wanderley Felipe e Fernando Mendes. Na série original, a revista competia com Turma da Mônica e Turma do Arrepio, e nesta foi fortemente influenciada por Dragon Ball de Akira Toriyama, tanto no traço, quanto nos roteiros. Na série original, estreou o Capitão Ninja de Marcelo Cassaro. Para promover a revista, a Editora Ninja chegou a anunciar no intervalo de Jiraya, o Incrível Ninja, e mesmo editando a Anime Ex na Trama, Sergio Peixoto publica pela Camargo e Moraes, uma revista própria de sua série Fighter Dolls, com roteiros dele e arte de Roberta Pares, André Luiz Maria e Adriano Lucas. A editora ainda publica Valiant Hook e Sad Haven, a Editora Escala investe em novas publicações: Talentos do Mangá (criada por Eddie Van Feu) e Banzai - O Melhor do Mangá Brasileiro. Em Talentos do Mangá foi publicada a série Hot Witchcraft de Tabby Kink, publicada antes no fanzine Beeswax. Em Banzai, são publicadas Hunters Moon de Watson Portela, Silver Gun de Mozart Couto e Luzes de Paulo Yokota. A revista Graphic Talents,  também da Escala, a cada edição experimentava uma nova HQ. As com melhor rendimento, ganhariam um título solo (semelhante a Diversões Juvenis da Editora Abril). Na edição 3  foi publicada Tristão de Estevão Ribeiro ilustrada por Amauri Ploteixa,6 foi publicada Gamemon (outro pastiche de Digimon, sobre um garoto que encontra uma carta que invoca criaturas), de Arthur Garcia, e Zuzna, de Alexandra Teixeira (revelada em Megaman da Magnum).  A Hant Editora publica Oiran e Sete Dias em Alesh, do Studio Seasons.





A Conrad publicada o mangá original de Speed Racer, o encadernado Herói.com.br apresenta Speed Racer, o mangá não foi publicado na integra, trata-se de uma compilação da Wildstorm americana.


Página do fanzine DB Milênio
Junior Mendes Fonseca lança o site Anime Pró, anteriormente, Fonseca havia feito o fanzine Dragon Ball Milênio ou DB Milênio, roteirizado por Fonseca e Thiago Valezin, ilustrado por Alexandre Soares com character design criado por Lucas Kenji Sato e um site dedicado a Dragon Ball de mesmo nome (o extinto dbmilenio.com.br), o fanzine é uma fanfic/doujinshi de um possível futuro de Dragon Ball, tal qual o boato de Dragon Ball AF. Junior havia sido convidado para editar as revistas da Editora Escala, produzidas pela Opera Graphica: Comix Book Magazine e Anime>Do. Pelo site Anime Pró, passaram Alexandre Soares (apesar do nome, não se trata do mesmo ilustrador do fanzine, para diferenciar, passou a assinar como Alexandre Lancaster) e Valeria Fernandes (do blog Shoujo Café).












A Escala publica a revista Heróis Renascem  (nome que remete a uma série da Marvel produzida pelos fundadores da Image, Jim Lee e Rob Liefield), a revista era um spin-off da revista Ultra Jovem e publicou a série Beettleman, inspirada em Kamen Rider, a série originalmente uma webcomic de Stefani Renne, publicada no site Mangá X, a história da primeira edição foi roteirizada Danilo Monteiro e Stefani Renne e ilustrada por Danilo Monteiro.


A Opera Graphica publica Alluria, criada pelo casal Cesar T. Ikko (coordenador do evento Animecon) e Luciana Myuki, por Cesar T. Ikko (roteiro), Andre Vazzios (capa), Gislene Mayumi Matsui (contra-capa), Rafaela Ryon, Juliana Rumi e Luciana Miyuki (desenhos), de acordo com o site oficial, outras edições foram publicadas de forma independente, com capas de Denise Akemi. 









Em 2003, Marcelo Cassaro publica pela Mythos, outra HQ ambientada em Tormenta, Dungeon Crawler desenhada por Daniel HDR. A Via Lettera publica Mangá Tropical, uma coletânea organizada por Alexandre Nagado e com prefácio de Sônia Luyten - nelas foram publicadas histórias de Marcelo Cassaro e Érica Awano, Fabio Yabu e Daniel HDR, do próprio Alexandre Nagado (uma nova história protagonizada por Dani (Pequenos Gestos), Arthur Garcia e Silvio Spotti, Elza Keiko e Eduardo Müller, Rodrigo de Góes e Denise Akemi. Eddie Van Feu cria uma editora, denominada Linhas Tortas - por ela publica Alcateia. A Editora Escala lança um selo erótico, Xanadu, onde é publicada a revista Hentai X com os trabalhos de  Arthur Garcia, Tommy Tido, Miguel X  (ou Mig X) e Xandinha, a revista teria durado 150 edições. Nilson Luis Festa, ex-diretor da Escala, cria sua própria editora, a Minuano. Através do seu selo Mangaijin, em parceria com a Editoractiva (um selo da Opera Graphica), publica Fantagor, esse tipo de personagem é o que o TVTropes chama de Captain Ersatz (sendo ersatz uma palavra alemã que significa substituto). A HQ foi planejada por Franco de Rosa como uma versão mangá de O Fantasma de Lee Falk, sem aprovação da King Features Syndicate, surge Fantagor, . A capa ficou a cargo da dupla André Luiz Maria e Adriano Lucas, roteiro e arte por Pierre Vegas. Surge a revista Break the Hand, da Winner Graphics (1 edição). A revista contou a participação de Alexandre Lancaster, com sua série Expresso!, além de Dchan, Walmir Archanjo, Elisa Kwon, Diogo Saito, Fabrizio Yamai.

A revista Dragão Brasil publica outra HQ de Tormenta, Dado Selvagem, com roteiros de Lúcia de Nobrega, Marcelo Cassaro, Fran Briggs e Petra Leão com desenhos de Lydia Megumi Oide foi publicadas nas edições 90, 91, 93, 95, 98, 100, com alguns capítulos disponibilizados no site de Holy Avenger, assim como Holy Avenger, surgiu de uma aventura criado por Cassaro para a edição 68 da revista.





Em 2004, A Talismã (ex-Trama) inicia a republicação de Holy Avenger, sob o título "Holy Avenger VR", e lança as revistas Mercenário$, criada pelas roteiristas Petra Leão e Fran Briggs e ilustrada por Denise Akemi e Ethora Especial, de Karina Erica Horita, Gislene Mayumi e Beth Kodama. Surgida em um fanzine, Ethora já havia aparecido em duas edições da revista Tsunami da mesma editora. Linhas Tortas publica Contos de Leemyar, Clube dos 5 e Heróis S.A. Espada Justiceira, Shadow Hunters. O KRK Studio lança Shadow Hunters (2 edições), pela editora Fobos de Marte. Robson José publica pela Espada Justiceira (2 edições) pela Zolar Editora Gráfica e o animador Rogério de Godoy lança Psi Force (1 edição) pela Editora Casa Dois. Psi Force é homônimo de um título do Novo Universo Marvel e foi criticado pelo sentido de leitura oriental.

Mercenário$ foi planejada para ser uma mini-série em três edições, porém apenas uma edição foi lançada, ambas as revistas tiveram destaques na revista Dragão Brasil, Ethora nas edições 101 (matéria) e 102 (história em quadrinhos) e Mercenário$ na edição 103 (matéria com adaptação para os sistemas D20 e 3D&T e uma HQ ilustrada por Érica Awano).


A ZN Editora lança Sugoi Mangá! ilustrada por Diogo Saito editada por  Fabrizio Yamai.


O site Mushisan inicia a publicação de webcomics,  como Closer de  Rogério Hanata. 










Em 2005, Ethora, a Donzela de Ferro (5 edições), sai pela editora independente Kanetsu Press. A Opera Graphica publica a graphic novel Nosferatu, de Arthur Garcia e Silvio Spotti, inspirada em uma história de Jimmy Olsen produzida por Jack Kirby e na série de TV Arquivo X. A republicação de Holy Avenger pela Talismã fracassa e é assumida pela Mythos, com o título Holy Avenger Reload. A revista Animation Invaders (antes chamada Anime Invaders), publica o encarte "Fanzine" - nelas são publicadas histórias do tipo one-shot, de leitores e veteranos, dentre esses estava o Estúdio Sora, formado por Will Walber (mais tarde conhecido como Will Walbr),  que também ilustrou uma edição independente de Tristão do roteirista Estevão Ribeiro) e Alyne Leonel, as histórias Aferaos e Renji foram publicadas na revista, mas também foram publicadas em fanzines e e-book para download. Marcelo Cassaro e o restante do Trio Tormenta saem da Trama (agora chamada de Talismã) - em seus lugares entra a equipe do site RedeRPG. A Mythos republica Holy Avenger, e lança a revista RPGMaster - a revista traz um preview de Dungeons Crawler 2, porém, a nova série não é publicada. Pela editora Manticora (e a partir da quarta edição, pela Escala), o trio inicia a publicação de Dragon Slayer - nela é seriada outra história em Tormenta, Dbride, escrita por Cassaro e desenhada por Awano. A história foi encadernada pela Jambô.  O site Anime Pró lança Ação Total, uma sessão do site dedicada a webcomics. Nelas, Alexandre Lancaster publica novamente Expresso!, porém, o projeto não dura muito tempo. A editora Bentivegna lança a inusitada revista Folck Mangá, com apenas uma edição, a revista não trazia créditos aos autores.

ZN Editora lança Endhers, escrita por Cesar Góis e ilustrada por Diogo Saito. O site e a revista Ohayo! publicam yonkomas de Liza e Tarugo, mascotes do evento Fanzine Expo (evento de fanzines do Anime Dreams), criadas por Fabrizio Yamai coordenador do Fanzine Expo e professor da escola AreaE, as tiras foram criadas em 2003.









Em 2006, surge pela Escala, a revista Neo Tokyo, produzida pelo estúdio Criativo Mercado Editorial (que também produz a Anime>Do) e editada por Junior Fonseca - a revista teve a participação de Alexandre Lancaster, Valeria Fernandes, e o Studio Seasons, com as HQs seriadas Zucker (cuja versão encadernada foi publicada em 2010, pela Newpop, editora de Fonseca), Mitsar (ambientada no mesmo universo de Sete Dias em Alesh), a light novel  (um tipo de romance japonês inspirado nos pulps) Contos de Sher Mor e dicas a aspirantes a quadrinistas. Minami Keizi chegou a assinar uma coluna sobre cultura japonesa, Arthur Garcia assinou o "Curso Relâmpago de Anime e Mangá", que depois seria encadernado pela Criativo Mercado Editorial em parceria com a Editora Geek.

A Panini lança o manhua O Tigre e o Dragão de Andy Seto, apesar do título, não é baseado no filme de Ang Lee, assim como o filme, a HQ foi inspirada na mesma série de livros, a editora também publica Batman: Hong Kong, escrita por Doug Moench (conhecido por roteirizar o Mestre do Kung Fu da Marvel) e o artista de Hong Kong, Tony Wong (que assim como Ma Wing-shing, apresenta forte influência de Ryoichi Ikegami, artista de Criyng Freeman, escrita por Kazuo Koike).



É lançado o site oficial de Mercenário$, nele foram publicadas webcomics escritas por Fran Briggs e ilustradas por Claudia Medeiros e Elisa Kwon.

A Kanetsu Press publica a mini-série em três edições "Ethora - O Reino do Esquecimento", ilustrada por Érica Awano, nesse mesmo, participa do álbum O Menino Maluquinho 25 anos.


No mesmo ano, a revista Dragon Slayer publica uma história de Mercenário$ (Dragon Slayer #8) e de Ethora (Dragon Slayer #10), Beth Kodama se torna editora de linha de mangás da Panini Comics.



Em 2007, Eddie Van Feu lança o álbum de quadrinhos Alcateia - Prateada, desenhado por Axya e Carolina Mylius. No ano seguinte, a história é romanceada e lançada como livro. Marcelo Cassaro e Érica Awano participam do primeiro International Manga Award  com Holy Avenger, e ficam entre os 19 finalistas. Em visita ao Brasil, o primeiro-ministro japonês Taro Aso entrega um certificado para a dupla. O KRK Studios publica, nos EUA, Eternal Gods, pela editora Twofold Comics. O site Ohayo! em parceria com a ZN Editora lançou "Almanaque OhaYO!", uma sessão para webcomics, trazendo os títulos: MP Code A por Fabrizio Yamai (roteiro e arte), Thanatos por Cesar Góis (roteiro) e Diogo Saito (arte) e Crônicas Bizarras dos Injusticeiros de Will Oliveira.





Em 2008, a Panini lança Turma da Mônica Jovem, uma versão adolescente da turminha criada por Mauricio de Sousa. O estilo é um híbrido do estilo do estúdio e os mangás, a partir da sexta edição, Marcelo Cassaro torna-se roteirista da revista. Verter personagens tradicionais para o estilo mangá não era novidade: em 2005, a Archie lançou Josie e as Gatinhas e Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira no estilo mangá, além de iniciativas da Marvel com as linhas Marvel Mangaverse (2002-2003) e Tsunami (2003) , o já citado Pequeno Ninja. e o anime Meninas Superpoderosas Geração Z (2006-2007).  A Editora cristã Naós publica o mangá True Warriors, pelo KRK Studios. Um volume foi dedicado a Elias e outro a Sansão.  
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publica "Vento do Oriente - Uma viagem através da imigração japonesa no Brasil" o livro segue o estilo dos livros do americano Scott McCloud, ou seja, todo produzido em histórias em quadrinhos, roteiro de André Uesato e Renata Corrêa; desenhos de Lícius Bossolan e Martha Werneck. disponível para download no site do IBGE.

É lançado o DVD de Dogmons!, animação criada por Levi Luz, também parecida com Digmon, no DVD havia uma revista em estilo mangá encartada.


Morre Claudio Seto aos 64 anos.











Em 2009, Alexandre Lancaster publica um conto de Expresso!, na coletânea Steampunk: Histórias de um Passado Extraordinário, da Tarja Editoral. Surge Luluzinha Teen, versão juvenil da Turma da Luluzinha desenvolvida pelo Labareda Designer e editado pela Pixel Media, um selo da Ediouro. Com o sucesso do título, a editora passou a publicar os quadrinhos tradicionais da franquia, além de Popeye, Gasparzinho, Recruta Zero, O Fantasma, Mandrake, entre outros. A Editora Seoman publica a graphic novel Eternamente Michael, uma biografia do cantor Michael Jackson, escrita por Ledo Vieira e desenhada por Fabio Shin e Rafael Kirschner (criador do mascote da revista Ultra Jovem criada por Claudio Balbino pra Escala), Shin possui uma rede escolas de desenho, a Japan Sunset e ficou conhecido por ir em programas de televisão e fazer caricaturas no estilo mangá, chamadas de nikayou mangá (termo usado por Shin) ou nigao-ê mangá (termo oriundo da arte do ukyo-ê usado pela escola Area-E) e em Abril de 2008, havia participado de uma exposição onde foram exibidas verrsões em mangá do Sítio do Picapau Amarelo do escritor Monteiro Lobato.  Ao que tudo indica, Jackson era fã de animes. No clipe da música Scream (1995), há cenas dos animes Zillion, Akira e Babel II. Na revista Dragon Slayer #23, é publicada uma história em comemoração dos 10 anos de Holy Avenger. A Newpop publica na integra o mangá de Speed Racer em duas edições. Morre Minami Keizi aos 64 anos. É lançado o portal de webcomics Desenhe e Publique, mais tarde renomeado como DPzine.

A Editora Gol lança Patre Primordium de Ana Recalde (roteiro) e Fred Hildebrand (desenhos), posteriormente teve mais 3 eidções publicadas pelo coletivo independente Quarto Mundo (que atuou entre 2007 e 2012).
















Década de 2010





Em 2010, A Editora Escala lança Didi & Lili - Geração Mangá (10 edições), com roteiros de Debrah Demaris e Gian Danton e desenhos de Alexandra Mattos e Arthur Garcia. Essa foi a segunda versão em mangá do personagem de Renato Aragão, uma versão mangá aparece no filme O Guerreiro Didi e a Ninja Lili de 2008. Os desenhistas Rodrigo Soldado e Ronaldo Santana criaram a sequencia inicial do filme em quadrinhos no estilo mangá. José Roberto lança, pela Editora Ícone, o  livro Mil Nomes - O Guardião do Infinito. O livro teve 10 páginas de quadrinhos desenhados por sua esposa, Marcia Harumi. A HQM Editora publica os mangás do Futago Studio: Vitral, de Silvana Alvarenga (Shirubana) e o Príncipe do Best Seller, de Sonia Alvarenga (Soni).





O Guerreiro Didi e a Ninja Lili (2008), arte de Rodrigo Soldado e Ronaldo Santana









Em 2011, Alexandre Lancaster lança pela sua própria editora, a Lancaster Editorial, a revista Ação Magazine - uma antologia mensal nos moldes das revistas japonesas. Nela, Lancaster publica a sua série Expresso!, Madenka (de Will Walbr), Tunado (de Maurilio DNA e Victor Strang), Jairo (roteiros de Michele Lys e Renato Csar e desenhos de Altair Messias), Rapsódia (de Fabio Sakuda e Carlos Sneak),  Assombrado (de Petra Leão e Roberta Pares) e Pré - O Drama da Escolinha de Max Andrade, vencedora de um concurso realizado pela revista. A revista durou 3 edições. Surge a webomics  Ledd, de JM Trevisan (roteiro) e Lobo Borges (desenhos). A HQ também é ambientada em Tormenta, e tem versões encadernadas publicadas pela Jambô. A LevelUp! Games do Brasil anuncia a publicação da revista "Level Up! em quadrinhos", pela Edicase. A revista traz quadrinhos de títulos licenciados pela Levelup! "Grand Chase, Combat Arms, MapleStory, Allods Online, Ragnarök, DOFUS e Lunia e produzidas pelo  Onigiri Studio de Fabrizio Yamai. O jogo coreano Ragnarök chegou a ter um anime exibido pelo Cartoon Network, em 2006, e um manhwa (nome dado aos quadrinhos da Coréia do Sul) publicado pela Conrad Editora entre 2004 e 2005. A editora Nemo, um selo do Grupo Autêntica, lança a Coleção Shakespeare em Quadrinhos, a primeira edição traz uma adaptação de Romeu e Julieta, roteirizada por Marcela Godoy e arte de Roberta Pares.


Em 2012, Cassaro lança uma nova HQ de Tormenta nas páginas da Dragon Slayer #36: "20 Deuses", desenhada por Rafael Françoi. No ano seguinte, com o cancelamento da revista na edição 40, a história fica incompleta. No mesmo ano, Cassaro e Petra Leão escrevem o roteiro do crossover da Turma da Mônica com os personagens de Osamu Tezuka, são eles: Kimba, a Princesa Safiri e Astro Boy. Junto com a desenhista Erica Horita, lança uma campanha no site Kickstater para o financiamento da HQ de fantasia medieval Hero Party, criada para o mercado americano. Fabio Sakuda lança a webcomics i Ganbaru! – Otaku Lifestyle. Morre José Roberto Pereira aos 48 anos. A editora católica Canção Nova publica Rei Davi, escrito e ilustrado por Filipe Santos.

O Sesc de Juazeiro do Norte publica Joaseiro, mangá sobre o Padre Cicero, roteirizado por Hirohyto Sobreira com desenhos de Israel de Oliveira, Allan Jefferson (Aj Silva) com arte-final de Jefferson Lima e arte de Allan Jefferson. 













Fabio Yabu anuncia a volta de Combo Rangers pela JBC - para isso, lança uma campanha no site Catarse.me. Com o dinheiro arrecadado, consegue o suficiente para publicação de dois dos três álbuns anuais. Alexandre Lancaster publica Brigada Ligeira Estelar, cenário de campanha para 3D&T Alpha, publicado pela Jambô, inspirado em space opera, mechas e capa e espada. Os livros são ilustrados por Roberta Pares, Giovana Basílio, Israel de Oliveira, Marco Morte, Altair Messias, Simone Beatriz e Monique Novaes, seguindo concepts criados pelo próprio Alexandre.
 
Em 2013, a JBC publica o primeiro volume das graphic novels de Combo Rangers: "Combo Rangers - Somos Heróis", desenhada por Michel Borges. Além disso, anunciou o concurso Brazil Manga Awards, cujo objetivo era escolher histórias para uma coletânea da editora, e ainda se prontificou a ajudar os participantes a concorrer no International MANGA Award. A Panini lança um spin off de Turma da Mônica Jovem - Chico Bento Moço, ilustrado por Roberta Pares. Eddie Van Feu lança um novo romance, baseado em uma de suas séries em quadrinhos: Contos de Leemyar - O Necromante. A HQM lança um novo título do selo HQM Mangás, Vidas Imperfeitas de Mariana Cagnin, anteriormente publicado como fanzine. Heavy Sex, selo adulto da Minuano (que publicou a Hentai SX, dando continuidade as revistas que eram publicadas pelo selo Xanadu da Escala), lança Sete Dias e Sete Noites de Prazer de Alexandra Mattos. A LevelUp! Games licencia mais histórias em quadrinhos - dessa vez, uma webcomics do jogo coreanElsword.  Os roteiros ficaram a cargo de Fabio Yabu e arte por Claudia Medeiros, Michel Borges, Francis Viveiros e Walmir Archanjo. Marcos Inoue e Gabriel Morato lançamo livro A Biblioteca do Czar, primeiro volume da série transmídia Red Luna, o livro foi ilustrado por Carlos Sneak, entre os produtos da série, há histórias em quadrinhos e card games. A Jambô lança Dungeon Crawlers - Edição Definitiva, com nova capa produzida por Daniel HDR. 
A editora Canção Nova publica Rei Davi , novamente produzido por Filipe Santos.
 É lançada a revista infantil As Aventuras da Sabida, pela Rica Editora (Rede Internacional de Comunicação Apostólica), ilustrada por Lucas Patrick.

A editora Betânia lança J5, mangá cristão do pastor Igor Cicarini, que chegou a publicar na revista Tsunami e prestou serviços pra Marvel Comics.









Em 2014, Cassaro anuncia a sequencia de Holy Avenger: Holy Avenger – Paladina. A série é sobre a personagem surgida nas páginas da Dragão Brasil. As histórias estarão seriadas no meio digital e depois terão uma versão impressa. A HQM publica novos títulos: Vidas Imperfeitas, de Mariana Cagnin (inicialmente publicada em fanzines) e Salvation . A JBC anuncia os vencedores do BMA: Starmind – de Daniel Guimarães Assunção Bretas Ferreira e Ricardo Yoshio Okama Tokumoto; Entre monstros e deuses – de Pedro Leonelli e Dharílya Sales Rodrigues; Fábula – de Ivys Danillo Jayme Portela e Breno Fonseca; Quack – de Carlos Antunes Siqueira Júnior (também conhecido como Kaji Pato); Crishno: O Escolhido – de Francis Angelo Sbalqueiro Ortolan e Lielson Zeni, o especial foi lançado com o nome de Henshin Mangá (nome de uma extinta revista informativa da editora e que atualmente existe como um site de notícias, tal qual a Herói, Sci-Fi News e Wizmania), a editora também anuncia um selo Ink Comics, criado para abrigar publicações especiais, incluindo títulos nacionais. HQM lança Salvation de Andre Araujyo. 
A editora Canção Nova publica a terceira e última edição de Rei Davi de 
Filipe Santos.









A revista Anime > Do passa a publica a tira dos mascotes da revista:  Shiono e Shyuri,  uma dupla de yokais que passam a viver no mundo dos humanos, os desenhos ficam a cargo de Raquel Sumeragi, que já ilustrou os personagens na sessão de cartas da revista. Ana Carolina Pereira lança o livro "Além dos Olhos Grandes", apoiado pelo Banco do Brasil, Lei de Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba, através do Edital Mecenato Subsidiado. o livro é todo em formato de histórias em quadrinhos, roteirizado por Ana Carolina, o livro se divide em três partes: Parte I: História do Mangá, ilustrada por Maxwell Alves, Parte II: Características do Mangá, ilustrada por Juliano Henrique e Parte III: Mangá no Brasil, ilustrada por Cristiano Procopio, o livro se baseia no no Trabalho de Conclusão de Curso apresentado em 2009 para o curso de Tecnologia em Artes Gráficas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR (antigo CEFET). O site da Jambô Editora passa a publicar Ledd (anteriormente no Portal Genkidama), 20 Deuses (que ficou incompleto com o fim da revista Dragon Slayer) e Khalifor de JM Trevisan e arte de Ricardo Mango. Douglas MCT (ex-editor da Neo Tokyo) lança a webcomics Dez Desejos, desenhada por Rafael Françoi e hospedada no site Outros Quadrinhos, a história é ambientada no mesmo cenário de Necrópolis, série de livros escrita pelo próprio Douglas, pela Newpop, o Studio Seasons lança no Anime Friends, Helena, baseada no romance homônimo de Machado de Assis, a obra foi indicada ao HQMix de 2015. Mozart Couto lança de forma independente, um especial de 100 páginas de "Os Guerreiros de Ha-Kan", publica também Samurai, desenhada com a técnica do sumi-ê.








Em Novembro, durante a Brasil Comicon, a Jambô lança Projeto Ayla (anteriormente chamado de Ayla Project), uma HQ Marcelo Cassaro ambientada no universo de Espada da Galáxia e UFO TEAM, a HQ foi por Eduardo Francisco. a versão brasileira do jogo Elsword lança um pacote visual inspirado em Combo Rangers.


A editora Nemo publica uma quadrinização do romance juvenil Fazendo 


Meu Filme da Paula Pimenta, ilustrada por Valdo Alves.



 



Em 2015, A revista Anime>Do é cancelada na edição 130 e Luluzinha Teen é cancelada na edição 65. A Editora Draco lança Quack - Patadas Voadoras de Carlos Antunes Siqueira Júnior. Lily Carrol, ex-editora da Anime>Do, torna-se editora da Neo Tokyo (onde chegou a editar em ocasiões esporádicas).



Em julho do mesmo ano, a Editora Draco lança o portal de webcomics Dracomics Starmind – de Daniel Guimarães Assunção Bretas Ferreira e Ricardo Yoshio Okama Tokumoto e Quack – de Carlos Antunes Siqueira Júnior (também conhecido como Kaji Pato), Douglas MCT também lança um portal similar, Lamen, trazendo as histórias: SUPER, de Douglas MCT e Fabiano Ferreira, Dragon's Tale, de Igor Guanandy e Fabiano Santos, Engrenagem Cristal, de Henrique DLD,  Digude, de Vinicius de Souza, S.P.Y. Project, de Kari Esteves, LOKI, de Heitor Amatsu - Nuvens de Verão, de Charles Lindberg e Israel de Oliveira eAventura de Gally, de Fabio Lino, a revista digital Conexão Nanquim também passa a integrar o portal, em 2013, a revista havia financiado uma edição impressa através de financiamento coletivo do site Catarse.me.

pôster de divulgação do portal, arte de Fabio Lino
Surge a plataforma de assinatura digital Social Comics, que logo passa a integra o grupo Omelete, nela são republicadas histórias de Combo Rangers publicadas pela JBC, Henshin! Mangá, títulos da Jambô e do portal Lamen. Durante a Comic Con Experience, Douglas lançou uma versão impressa de SUPER. O Studio Seasons lança um encadernado de Mitsar.

A Nemo lança Fazendo Meu Filme em Quadrinhos, novamente ilustrado por Valdo Alves. O Studio Seasons publica Os 50 Avistamentos do Grande Fofinho, originalmente uma webcomics.


A editora 100% Cristão lança Eclesiástico, roteirizado por Richard Guerra, com desenhos de Igor Cicarini.









Em 2016, Alexandre Lancaster e a Jambô Editora lançam quadrinhos de Brigada Ligeira Estelar na plataforma Social Comics. 



A  Newpop lança Hansel & Gretel de Douglas MCT (roteiro) e Rafi de Souza (desenhos), a HQ é uma versão steampunk de João e Maria (cujo nome original é Hansel e Gretel) e foi anunciada originalmente em 2009 com desenhos de Ulisses Perez.

A Draco publica as antologias Imaginários em Quadrinhos vol. 4 e Dracomics Shonen, além Quack 2. Em Imaginários em Quadrinhos vol. 4 há duas histórias em estilo mangá: Alma de Dragão de Luís Carlos Sousa (roteiro) e Kaléo Mendes (desenhos) e Erro de Cálculo de Marcel Inaldo (roteiro) e Max Andrade (desenhos).








A Discovery Publicações (de Nilson Luis Festa, Fausto Kataoka e seu filho Fabio, logo depois sairiam e fundariam a Editora Geek) lança Ameto de Rael Mochizuki, publicado em 2012 de forma independente. Durante a Comic Con Experience, a Jambô lança P•Soldier, outra HQ no universo de Espada da Galáxia por Marcelo Cassaro e Eduardo Francisco, além do encadernado Khalifor vol. 1, Mercenário$ Especial e Anima, também produzido por Fran Briggs e Anna Giovannini. A Draco republica Tools Challenge de Max Andrade, inicialmente uma webcomic que teve edições impressas viabilizadas através do Catarse em 2012 e 2014, ainda em 2016, Andrade financiou a HQ The Hype, produzida em parceria com Marcel Ibaldo.

A Editora IHQ (editora do curso Instituto HQ) lançou Solstice Ville de PH Marcondes,um dos artistas revelados em As Aventuras de Megaman, que também participou de Combo Rangers e Power Sexy da Kingdom Comics, Solstice Ville havia sido publicado de forma independente no ano anterior.










Em julho de 2017, a Draco lança mais dois mangás JaPow!, com roteiro de Jun Sugiyama e desenhos de Eduardo Capelo e Divisão 5, com roteiro Rafael Santos e desenhos de Wagner Elias.








O Studio Seasons lança uma campanha de financiamento coletivo no Apoia.se, aos apoiadores, o grupo passou a disponibilizar páginas dos mangás Sete Dias em Alesh e Parisian Spring.


Lily Carroll deixa o cargo de editora da Neo Tokyo na edição 118 (junho/julho de 2017), que continua sendo produzida pela Criativo Mercado Editorial.

Na edição 120 da Neo Tokyo, a revista publica uma Talento FC, história do Estúdio Armon de Lucas e Fábio Gesse, fundadores do estúdio, fundado em 2012, o estúdio mantém um site de webcomics e a revista virtual Action Hiken, lançada em 2015, logo em seguida, a Editora Criativo lança pelo selo Graphic Book, "Aventuras Cotidianas", um álbum contento 7 histórias produzidas por Fábio Gesse, Lucas Gesse, Eddy Fernandes, Cristiane Armezina, Waldenis Lopes, Jazi Almeida, Gabriel Silva e Andressa Gohan. Além disso, pelo selo Strip Book, lança Como sobreviver a filmes de terror?, um complicado da webtira do Imperial HQs produzidas por Bruno D. Vieira e Matheus de Deus






Informações adicionais



Val Sifer também ilustrou uma revista hentai chamada Mangatas, não consegui achar a data da publicação.




Além de influenciar o trabalho de Keizi e de Seto, Astro Boy teve quadrinhos nos Estados Unidos pela Gold Key em 1965 e na Argentina em 1977 e 1980, nenhum desses trabalhos teve licença de Osamu Tezka, a Argentina também houveram quadrinhos de Speed Racer e um título solo de seu irmão, Gorducho, histórias da primeira revistas foram publicadas pela Editora Abril e foram publicadas pela Abril argentina, editor do irmão de Victor Civita.


Em entrevistas disponíveis na internet, Claudio Seto dizia ter um irmão gêmeo e que esse era o verdadeiro Claudio Seto e que também fazia quadrinho. De acordo com o jornalista Gonçalo Jr. , autor do livro "Maria Erótica e O Clamor do sexo" (Peixe Grande, 2010), isso não passou de uma piada do quadrinista, Seto também dizia que visitou o estúdio do mangaká Sampei Shiraro, como quem se corresponderia   através de cartas, e que teria recusado uma oferta para ser seu assistente Além disso, enviava quadrinhos de autores brasileiros descendentes de japoneses (como Júlio Shjimamoto e Shiozo Tokutake) para que Shirato visse. Como nunca houve entrevistas de Sampei Shirato por jornalistas brasileiros, fica o mistério se foi ou não outra piada de Claudio Seto.


Claudio Seto declarou que a ideia era que Koji - de Ninja, o Samurai Mágico, desembarcaria no Brasil-colônia, e se disfarçaria como um índio tupi chamado Itaipu, e que publicou tiras desse personagem no suplemento Folhinha de São Paulo.


Seto e Keizi não foram os únicos a apresentar influências dos quadrinhos orientais no Ocidente, o coreano Sanho Kim começou a colaborar em editoras americanas em meados dos anos 60 e desenhou muitas histórias envolvendo artes marciais, Kim já atuava como quadrinista na Coréia do Sul, onde era um expoente do manhwa, na década de 1990, Km voltou para a Coréia, voltando a publicar no país e sendo homenageado pelo pioneirismo.


Assim como Keizi, Seto precisou mudar o seu traço, por um tempo, desenhou seguindo os artistas da revista americana Mad, como Jack Davis.







De acordo com Gonçalo Jr., Minami Keizi chegou a esboçar um projeto de historia em quadrinhos do cantor Roberto Carlos. Mauricio de Sousa também teve um projeto de quadrinhos de Roberto e Erasmo. Curiosamente, Roberto Carlos inspirou um herói nacional, o  Golden Guitar.  Keizi planejava licenciar um mangá de Tetsuya Chiba, com que chegou a se corresponder essas histórias seriam redesenhadas (sem precisar espelhar) e publicadas pela Edrel, o projeto com cancelado quando ele se desligou da editora, de acordo com Luigi Rocco, esse mangá era Yuka o Yobu Umi, traduzido como O Mar que chama Yuka, um anúncio foi publicado nas revistas da Edrel.


Anúncio publicado nas revistas da Edrel, cortesia de Luigi Rocco





De acordo com Franco de Rosa, Claudio Seto afirma ter publicado duas tiras inspiradas em shoujo mangá: Lagrimas do Céu (anteriormente publicada pela Edrel) e Cinderela do Paraná, ambas publicadas no jornal O Estado do Paraná. De acordo com Franco, a Chapeuzinho Vermelho do Espaço também teria sido publicada no mesmo periódico.


De acordo com Sergio Peixoto, seu primeiro contato com o estilo mangá teria sido em uma revista de horóscopo de Omar Cardoso, a revista em questão chamava-se Zodíaco e foi publicada em meados da década de 1960 pela Industrias Gráficas Bentivegna, possivelmente a revista teve participação do Minami Keizi, além da editora ser da família Bentivegna, Keizi também atuou como astrólogo (tanto em astrologia ocidental de origem grega, quanto o horóscopo chinês), inclusive em publicações com o seu nome pela mesma editora.


Minami Keizi foi sócio de Gedeone Malagola (criador do herói Raio Negro) foram sócios numa revendedora de livros por reembolso postal com Miller, que trabalhava na televisão, eles teriam tentando vender a série original do Astro Boy, sem sucesso, a ideia era também lançar o mangá, em outras entrevista, Gedeone Malagola citava Roberto Miller, um cineasta e animador, possivelmente são a mesma pessoa.

Malagola trabalhou também na Minami & Cunha, onde publicou "O Lobisomem" (ilustrado por Nico Rosso com arte-final de Kazuhiko Yoshikawa) e "A Múmia" (ilustrado por Ignácio Justo).





 


Julio Shimamoto é geralmente associado como um dos precursores do mangá brasileiro.  Ele afirma que tomou contato com mangás aos 11 anos de idade, mas não foi influenciado por eles.


Segundo ele, seu traço deriva do trabalho americano Syd Shores  e dos quadrinhos de faroeste. Shimamoto foi o primeiro desenhista do herói Capitão 7 em 1959, o herói é um misto de Superman e Flash Gordon de Alex Raymond, segundo ele, Jayme Cortez, diretor da Editora Continental o pediu que copiasse o traço do Raymond, Shimamoto fez o que Cortez pediu, mas dizia que na época não gostava de Raymond, mas sim de Hal Foster (Tarzan, Príncipe Valente) e José Luis Salinas. Segundo ele, Lobo Solitário, de Kazuo Koike e Goseki Kojima e uma obra-prima, o quadrinista aceita se associado com o gekigá e é favorável a influencia do melhor que estilo japonês possa oferecer, tal qual ocorreu com os estilos norte-americanos e europeus. Por ter trabalhado na Grafipar, Shimamoto é normalmente confundido como um dos artistas da Edrel. Ele cita os também os filmes de Akira Kurosawa Fonte: Fanzine QI 146 (julho/agosto de 2017)


Curiosamente, Kurosawa também era uma das influências de Goseki Kojima (1928-2000), ele inclusive quadrinizou os filmes Trono Manchado de Sangue (Kumonosu-jō) e Sanjuro, ambas as adaptações foram publicadas em 1998.


Embora Claudio Seto tenha sido o primeiro a publicar uma revista com o nome "Samurai", essa não foi a primeira HQ ocidental sobre o tema, porém, Shimamoto já havia contado histórias de samurais, a primeira delas: "Os Fantasmas do Rincão Maldito!", publicada em 1961 pela Editora Outubro. Porém, antes dele, foram publicada pela Ebal , na revita Epopéia:"Os Quarenta e Sete Samurais" - uma adaptação de Os 47 Ronin, publicada na edição 54 (Janeiro de 1957) e O Bravo Samurai, publicada na edição 66 (Janeiro de 1958). Capas do espanhol Ramon Llampayas, que trabalhava na EBAL. De acordo com Shimamoto, essas histórias são de origem italiana. Embora as adaptações deixem a desejar, o(s) autor (es) claramente não conheciam o tema e os desenhos não retratam com fidelidade o Japão feudal. em seu livro ""Mangá Como o Japão Reinventou os Quadrinhos (Conrad,2006), o jornalista inglês, Paul Gravett cita o pioneirismo de Julio Shimamoto. Nos EUA, um outro descendente de japoneses também se inspirou em samurais para criar suas histórias em quadrinhos: Stan Sakai, criador da série Usagi Yojimbo, o protagonista é o coelho Miyamoto Usagi (Usagi em japonês), o nome do personagem faz referências a Miyamoto Musashi e ao filme Yojimbo de Akira Kurosawa (1961), Sakai apresenta influências do estilo caricato do quadrinhista da revista Mad, Sergio Aragonés, de quem foi assistente, curiosamente, Aragonés exerceu influência no estilo do mangaká Kazuhiko Katō, mais conhecido Monkey Punch. De acordo o Shimamoto, antes havia pouco interesse dos ocidentais por histórias de samurai, o interesse aumento com filmes de artes marciais do sucesso de Bruce Lee.






Outro ocidental que produziu histórias de Samurai foi o francês Robert Gigi, que em 1965, lançou Hito le samouraï publicado na revista Francs-Jeux e 1971, Ugaki nas páginas da revista Pep, em 1970, ele esteve no Brasil no I Congresso Internacional de Histórias em Quadrinhos. Gigi foi influenciado pelos filmes de Akira Kurosawa



Trechos de entrevistas de Júlio Shimamoto e Claudio Seto


Já fazia terror e começavam os elogios, então o Cortez me assustou com o convite para desenhar a história inaugural de Capitão 7. Assinaram contrato com Ayres Campos, lutador de “catch”, que fazia o papel do super-herói na televisão. Um sujeito simpático, falso-gordo, topete de Elvis, simples e daí o carisma no meio infantil. Então o Cortez me chamou para longe, para que Ayres não ouvisse, e disse: “Shima, não desenhe a cara e nem o corpo dele”. Entregou-me o grande álbum de Flash Gordon no Planeta Mongo e impôs: “Copie a cara e o corpo deste herói de [Alex] Raymond. Lembre-se, a proporção da anatomia é de dez cabeças a doze, porque o Capitão 7 não chega nem a oito”. Fiquei inseguro. Eu não era fã do Alex. Eu gostava do argentino José L. Salinas e de [Harold] Foster (Príncipe Valente). Outros colegas que completaram a revista, Gitahí e Getúlio Delfin, respiravam, comiam e dormiam com o grande desenhista de Flash Gordon na cabeça. Cortez nem se fala. Só falava de Jim das Selvas ou Flash Gordon. Bons tempos os meus de estagiário dos quadrinhos.




Na infância,quais os personagens de HQ que você mais gostava? Quais os artistas que mais te influenciaram? Super-heróis e cowboys (este último, por eu ser caipira do interiorzão de São Paulo ,próximo ao Mato Grosso.E eu adorava cavalgar.Eu era fissurado nos dinâmicos traços de Syd Shores. Ele desenhou Capitão América nos anos 40 e os cowboys Bill Dinamite e Cavaleiro Negro, nos anos 50.A dinâmica dos meus traços têm DNA do estilo de Syd.

Ultimamente o gênero mangá vêm fazendo um sucesso absurdo, tanto nas bancas como nas séries de TV.Qual a sua teoria sobre este sucesso? Acho que o mangá vêm fazendo sucesso aqui e no exterior por ser um tanto diferente dos congêneres produzidos pelos estúdios americanos de animação como Hanna & Barbera. Os mangás usam temáticas com doses de violência,próprios para a faixa etária juvenil.E também têm um apelo irresistível,oferecem na maioria das vezes os filmes de graça para as emissoras,em troca de exploração exclusiva do merchandising (bonecos articulados, naves, carros, etc). 

A nova geração de quadrinhistas brasileiros é visivelmente influenciada por mangás e super-heróis, e desconhece o trabalho de artistas como Jaime Cortez. O que acha disso? Não vejo problema nenhum nisso. A evolução da arte é dinâmica como o mundo. Eu próprio me angustio em procurar novos meios de fazer meus HQs. Se hoje todo mundo desenha e pinta com Photoshop e ficam parecendo clones um do outro,eu uso tinta de parede látex e revisito décadas precedentes quando dominavam os pocket-books, para resgatar técnicas. Quem sabe, um desses "mudernos" quando quiser parecer diferente dos colegas, também volte ao passado e estude os trabalhos de Jayme Cortez. O homem sempre está em busca do diferente. Você pode gostar do Frank Miller ou John Buscema, mas vai detestar desenhar igualzinho a eles,concorda? Ninguém quer ser mera cópia de alguém, por ser orgulhoso,como todo ser humano que se preze.

Você sempre foi um artista de vanguarda,buscando novos caminhos tanto na narrativa como nos desenhos,por isso eu acho que seu trabalho têm paralelo com o de Frank Miller.O que acha do trabalho dele, principalmente em "Ronin"? Vou confessar que não gosto de Frank Miller, a não ser no início de seu trabalho com o Demolidor, que deu uma oxigenada na maneira de narrativa gráfica e de texto no universo de super-heróis Detestei "Ronin", mas aplaudo seu grande mérito em ter descoberto"Lobo Solitário", um gekigá (não mangá) japonês, uma obra-prima inconteste.

Qual sua opinião sobre o trabalho "O Lobo Solitário"? Verdadeira obra-prima.Inimitável,quanto ao desenho e ao roteiro.Sem dúvida,o personagem é inspirado no Miyamoto Musashi, com colagens de um ou outro samurai que realmente existiu. O Itto Ogami é um personagem denso,que segue seu destino com seu filho Daigoro, pronto para cruzar a qualquer momento a fronteira do inferno.



Como vê o avanço do mangá no Brasil? Com naturalidade, sem reservas. Mangá é fenômeno mundial, que veio para ficar e expandir, como a culinária japonesa, gostem ou não. Nada adiantará opor resistência. Acho sensato buscar (não digo aderir) incorporar em nossos trabalhos os fatores positivos do mangá, assim como fizemos com o quadrinho americano e europeu. O quadrinho não é invenção nossa, tem origem etnológica e cosmopolita. Surgiram nas cavernas primitivas, prosseguiram nos murais assíricos, babilônicos, egípcios, greco-romanos, índicos, asiáticos, pré-colombianos, painéis renascentistas, em forma de baixos-relevos ou pinturas. Os quadrinhos se fundem com a história do homem. O “moderno” graffiti é o que nossos ancestrais faziam nas paredes das grutas.

Existe alguma vantagem em ser nissei para desenhar quadrinhos? Só quando for desenhar temas históricos e contemporâneos ligados ao Japão. A cultura herdada dos pais nos dá uma boa vantagem. Cansei de ver artistas não nikkeis brasileiros, americanos ou europeus cometerem erros colossais misturando costumes, vestimentas e arquiteturas chinesas, coreanas e mongóis como se fossem japonesas. Perdão, mas não consigo tocar no assunto sem rir por puro constrangimento. Fora isso não temos vantagem alguma.

Entrevista a Noriyuki Sato


O primeiro contato com quadrinhos foi através da tira Mutt & Jeff, na época, publicada no jornal O Estado de S. Paulo. Certo dia, junto com os jornais que seu pai pegava na comarca mais próxima, todos os fins de semana, vieram três revistas em quadrinhos "com cheirinho agradável de impressão", admite o criador. As três eram da Marvel, uma com o Capitão América e seu parceiro Buck lutando contra soldados nazistas; outra com o Tocha Humana e seu companheiro Centelha jogando bolas de fogo sobre alguns gangsteres; e a última com o Príncipe Namor brigando contra os japoneses. Obviamente, Shimamoto não gostou desta, e resolver criar sua própria revista. Usava papel de embrulho e partes brancas de jornais para criar histórias de soldados japoneses derrubando os americanos. Por três anos, essa foi sua principal forma de diversão. Quando não tinha papel, desenhava em chão de terra, com pedaços de gravetos. Em 1947, ganhou dois almanaques de 300 páginas (O Tico-Tico e Globo Juvenil), enviados por uma prima de Borborema. Isso ajudou a aumentar ainda mais sua paixão pelos quadrinhos. Na escola, acabou conhecendo dois amigos (também nisseis), que eram colecionadores de revistas. Acabou pegando mais de 100 emprestadas e, pela primeira vez, pôde se deliciar com várias histórias. No ano de 1949, voltou para Borborema e foi morar na casa de sua prima. Lá, tinha mais contato com revistas, o que acabou afetando seu desempenho na escola. Sabendo disso, seu pai juntou todas as publicações e as queimou no quintal. Mas isso não diminuiria seu amor pela arte.
O Mestre Shimamoto é o melhor quadrinhista brasileiro de origem japonesa. Também está entre os três melhores do Brasil no panorama geral de todos os tempos. Agora dizer que o estilo dele é mangá, não concordo. Não existe nada parecido com os desenhos do Mestre Shima no Japão. Vejo nele um clássico dentro da tradição ocidental no desenho de quadrinhos. Outra correção a ser feita é que Mestre Shima que eu me lembre nunca colaborou com a Edrel, mas vira e mexe parece que ele é citado como tivesse desenhado para aquela editora. – Aliás no site (www.alanmooresenhordocaos.hpg.ig.com.br) existe uma entrevista que Shimamoto deu ao Ademir de Paula, onde o próprio Shima diz que não trabalhou na Edrel. Veja o texto: (Ademir pergunta) !”Fale sobre Cláudio Seto,o que acha do trabalho dele ser conhecido só por poucos?” (Mestre Shima responde) “Como quadrinhista pouco acompanhei sua carreira. já que na época da Edrel eu me dedicava totalmente à publicidade. Só na época da editora Grafipar, conheci seu talento de quadrinhista e editor. Reconheci nele também qualidade de roteirista versátil de bom nível. Ele tinha um temperamento retraído, pouco dado a publicidade, esse deve ser o motivo de sua pouca notoriedade”. Seto – Continuando, creio que se o Mestre Shima tem algo a ver com o mangá é na narrativa seqüencial, mas acho que é involuntário e mais recente. Pois começou quando ele desenhou, quase 10 anos depois, a revista Kiai, para a Grafipar. Como os golpes marciais exigiam desenhos em seqüências didática para ser melhor entendido, Mestre Shima passou a desenhar assim.



E a série Vagabond, atualmente publicado pela Conrad, (re)contando graficamente a história de Musashi?


É a mesma coisa, agradou americano, agrada brasileiros. Os desenhos dos quadrinhos de Musashi são muito bonitos. Só não me agrada o nome, por que “Vagabond”? Não tem nada a ver. Devia chamar-se Musashi. Sabe que desde o tempo em que eu produzia a revista O Samurai, nos anos 70, tinha vontade de desenhar a história de Musashi. Cheguei a começar várias vezes, mas nunca dei continuidade porque a história dele é muito comprida e não cabia num só gibi. Se eu soubesse que ia fazer tanto sucesso 30 anos depois, teria feito mesmo com muito sacrifício. Cheguei a fazer um estudo minucioso sobre o ponto de vista do horóscopo oriental, já durante toda sua vida ele, Musashi, mostrou-se tentando dominar os cinco elementos da natureza. Tanto que sua obra final é Gorin no Sho (O Livro dos Cinco Elos). Sobre esse ângulo é interessante o duelo com Sasaki Kojirô, que como ele, era do signo de Macaco. Musashi era do elemento Madeira e Kojiro do elemento Água. Como Kojirô era melhor espadachim que ele, sua estratégia foi a de privar seu adversário do uso da força dos elementos. Por isso chegou de barco ao duelo, e não permitiu que Kojiro corresse para a água (seu elemento). Kojirô era mestre do Fussui (Feng Shui, em chinês), ou seja Vento e Água, ele treinava seu estilo deixando a ponta da espada dentro da água do rio e cortando andorinhas em pleno vôo (elemento vento). Uma vez que Musashi desembarcou do mar isolando-o da água, e com cabelos amarrados de modo estranho, que dava impressão errada da direção do vento, de certa maneira desnorteou Kojirô, o melhor espadachim da época no Japão. Eliminado esses dois elementos, Musashi desembarcou a tarde, deixando o sol (elemento fogo) a suas costas. E venceu a luta porque usou o remo como espada. O remo é do elemento Madeira que é do seu signo de nascimento. Enfim, dos cinco elementos só restou o metal (espada) para Kojiro. Também todos seus duelos tiveram horário e data que favoreciam seu signo (Macaco) em detrimento de seus adversários. Esse tipo de raciocínio, passa quase sempre desapercebido quando no Ocidente traduzem as histórias japonesas.



Entrevista de Claudio Seto a José Carlos Neves


Recentemente, a Dark Horse publicou uma mini-série em cinco edições baseada em 47 Ronin, roteirizada por Mike Richardson e ilustrada por Sakai com consultoria de Kazuo Koike, além de um filme estrelado por Keanu Reeves.






Em 2013, a Shambhala Publications publicou uma adaptação roteirizada pelo escocês Sean Michael Wilson e arte da japonesa Akiko Shimojima, o mangá foi publicado no Japão pela Kodansha.




Em 2001, a Escala e seu selo Canaã publicaram a coleção de contos da literatura mundial chamada Coleção Mundo Encantado, livros ilustrados produzido pelo estúdio  Mercado Editorial (atual Criativo), um deles no estilo mangá, nitidamente influenciado por Dragon Ball de Akira Toriyama: Aladim e a Lâmpada Maravilhosa adaptado por  Rubens Francisco Lucchetti (texto), Moisés Damasceno (desenhos) e Alexandre Jubran (cores), coincidentemente, a história original de Aladim em As Mil e Uma Noites se passa na China e Dragon Ball é parcialmente baseado romance chinês Jornada ao Oeste de Wu Chengen (1592) e teve adaptações em animes e mangás por Osamu Tezuka e Gisaburô Sugii (conhecido no Brasil pela direção de Street Fighter II: The Animated Movie), o conto de Aladim não pertencia aos manuscritos originas das Mil e Uma Noites, sendo incluído no século XVIII. A Conrad publicou dois volumes de três de Jornada do Oeste, neles vinha uma adaptação em lianhuanhua (um antecessor dos manhuas chineses), publicada em 1962. Preview do primeiro volume. Também houve uma publicação em único volune pela Horus Editora com o título O Macaco Peregrino Ou a Saga ao Ocidente e a editora Odyssesus publicou uma versão recontada por David Kherdian com o título Macaco: uma jornada para o oeste. Osamu Tezuka se inspirou em Jornada a Oeste no mangá Boku no Son Goku (1952-1959), em 1960, a Toei usou a fama de Tezuka para lançar o filme Saiyu-ki (conhecido como Alakazam no Ocidente), declarando que ele era o diretor, mas ele disse que apenas posou para fotos, em 1969, foi lançado um anime baseado no mangá de Tezuka, Goku no Daibōken, dirigido por Gisaburô Sugii.



Luchetti afirma ter escrito 20 livros da coleção, outras capas, outras adaptações incluem  Mulan, A Sereiazinha, Os Três Porquinhos (inspirados no Oolong de Dragon Ball), Cinderela, Rapunzel (inspirada em Serena/Usagi de Sailor Moon), O Gato de Botas. Também foram publicados, O soldadinho de chumbo,  Peter Pan.  Cinderela e João e Maria, esse dois últimos foram escritos por Ataide Braz.










Nem todas adaptações eram em estilo mangá, é o caso de O Filho das Selvas, uma adaptação de Tarzan.



Tanto Claudio Seto, quando Julio Shimamoto descendem de samurais, Shimamoto afirma que sua mãe descende de Ōishi Kuranosuke, um dos 47 ronins.
Claudio Seto foi acusado de plagiar Lobo Solitário, convém lembrar que O Samurai foi publicado dois anos antes de Lobo Solitário, porém, Seto declarou que conheceu o trabalho de Goseki Kojima antes de Lobo Solitário, uma vez que Kojima havia sido assistente de Sampei Shirato em Ninpū Kamui Gaiden.
Claudio Seto recebeu algumas homenagens póstumas, em 2010, surge, o evento Seto Matsuri, uma referência aos Matsuris, eventos tradicionais que Seto chegou a organizar, no ano seguinte, o Jornal Memai publicou a tira do Chibi Seto, escrita por Sandra Hiromoto e desenhada por Guilherme Match. 


Em 2015, o estúdio Manjericão coloca um projeto de graphic novel no site Catarse, intitulada "A Samurai", conta a história de uma gueixa que se torna samurai durante o período Edo, o título é uma alusão a revista O Samurai de Claudio Seto, que inclusive inspirou um personagem, o Mestre Seto, o coletivo é formado participaram do projeto: Mylle Silva, Yoshi Itice, Vencys Lao, Guilherme Match, Mika Takahashi, Bianca Pinheiro, Herbert Berbert, Leonardo Maciel e  Gustavo Borges.


Pela editora Flama, Seto teria produzido uma HQ do palhaço Bozo.


Entre 1990 e 1991, o piloto brasileiro Ayrton Senna estrelou histórias publicadas na revista japonesa Weekly Shōnen Jump da editora Shueisha, patrocinadora da escuderia do piloto na época, uma delas produzida por Akira Toriyama. De acordo com o livro Ayrton, o herói revelado de Ernesto Rodrigues, o piloto era fã do anime Speed Racer quanto criança.


Minami Keizi roteirizou histórias eróticas desenhadas por Shimamoto na revista da Maria Erótica, e assinava como Rose West, sem que Julio soubesse. Ambos trabalhariam novamente em  2009,  Keizi escreveu os livros Lendas de Musashi e Lendas de Zatoichi, ambos ilustrados por Shimamoto e publicado pela Em Editora (um selo da Mythos) - Zatoichi é um samurai cego surgido nos cinemas e que chegou a ter um mangá por Hiroshi Hirata, outro precursor do movimento gekigá. Shimamoto já havia desenhado o samurai Myamoto Musashi em duas graphic novels, publicadas pela Opera Graphica. No mesmo ano, a editora publica a coletânea Samurai contendo história publicadas em várias épocas, nela também há histórias de Musashi e Zatoichi, essa foi a segunda coletânea de histórias do autor, em 2007, a Marca de Fantasia publicou Shima: HQs clássicas de um samurai dos quadrinhos que contém a republicação de Os Fantasmas do Rincão Maldito!, em 2012, a revista portuguesa BDJornal anunciou que a Pedranocharco Publicações, em parceria com a WMS Editora, do Rio de Janeiro, publicaria o álbum Musashi – KEN-no-MICHI (Trilha da Espada), até o momento, desde então, nada foi dito, uma vez que a revista foi cancelada.
embora admirasse, Musashi, Claudio Seto achou que não deveria adaptar sua história, a editora Conrad publicou um mangá sobre o samurai: Vagabond de Takehiko Inoue, Shotaro Ishimori também fez uma adaptação. Em 2012,  novamente pela Shambhala, Sean Michael Wilson adaptou O Livro dos Cinco Anéis, livro de autoria de Myamoto Musashi, ilustrado por Chie Kutsuwada, mangaká japonesa que vive em Bristol, no Reino Unido. Em 2014, a Shambhala publicou Musashi (A Graphic Novel), roteirizada por Wilson e ilustrada pelo japonês Michiru Morikawa. No Brasil, a editora Estação Liberdade publicou o romance Musashi de Eiji Yoshikawa, o livro O Samurai - A vida de Miyamoto Musashi de William Scott Wilson, uma versão de O Livro dos Cinco Anéis foi publicada pela Conrad.


Tanto Shimamoto, quanto Keizi ilustraram manuais que ensinavam técnicas de artes marciais.


Um terceiro volume de Musashi chegou a ser planejado, mas não chegou a ser finalizado, as páginas do volume não lançado acabou sendo publicado em 2008 como um encarte do fanzine QI de Edgard Guimarães. Fonte:Bigorna.net




Musashi, encarte do fanzine QI (2008)
Em 2017, a Criativo Editora republicou "Os Fantasmas do Rincão Maldito!" de Júlio Shimamoto no álbum O Primeiro Samurai pelo selo Graphic Book. 





Em 2005, Franco de Rosa organizou o livro Hentai - A Sedução do Mangá, trazendo artigos de Fernando Moretti, Rodrigo Guerrino, Nobuyoshi Chinen, Minami Keizi e Sergio Peixoto e publicado pela Opera Graphica.


Também em 2005, o brasileiro Yū Kamiya (pseudônimo de Thiago Furukawa Lucas), inicia a publicação do mangá Earise na revista Dengeki Comic Gao!, o mangá gerou volumes encadernados, em 2012, inicia a light novel No Game No Life, no mesmo ano, visita a redação da JBC, no ano seguinte, a história é adaptada para os mangás, roteirizado por Yū  e desenhada por Mashiro Hiiragi e publicado na revista Monthly Comic Alive, em 2014, a série ganha um anime. Nascido em Uberaba, Thiago vive no Japão desde os anos 90, os pais haviam virado dekasseguis, Thiago foi descoberto na Comiket, o evento japonês dedicado aos dōjinshis. 



As revistas da Editora Escala não foram as primeiras investidas de Mozart Couto no estilo mangá, em 1996, fez capas para a versão de Lobo Solitário publicada pela Nova Sampa, Couto cita influências de Claudio Seto (que fora seu editor na Grafipar) e Hiroaki Samura (autor de Blade of the Immortal) e Katsuhiro Otomo (autor de Akira).


Eugênio Colonnese dizia ter feito HQs no estilo mangá, nelas assinou como "Banzai", esse não foi o único trabalho do quadrinhista com a cultura oriental, para a Editora Bloch, chegou a desenhar o Judoka e vário personagens publicados pela Ebal em Chamada Geral (Edição Especial de Epopéia) de 1970, para a Bloch Editores, em 1990, desenhou Mestre Kim, inspirado no coreano Yong Min Kim, um mestre de taekwondo radicado no país, alguns de seus quadrinhos eróticos no seu estilo tradicional chegaram a ser publicados em antologias hentai.





Em 2002, é publicado o livro Ayumi (caminhos percorridos): memorial da imigração japonesa Curitiba e Litoral do Paraná, de Claudio Seto e  Maria Helena Uyeda, publicado pela Imprensa Oficial de Curitiba, o livro foi republicado em 2012


Em 2008, a Devir em parceria com a Jacaranda lançou o livro "Lendas Trazidas pelos imigrantes do Japão", ilustrado por Claudio Seto e publicado originalmente no jornal Nippo Brasil. No mesmo ano, Shimamoto ilustra a graphic novel "BANZAI! História da imigração japonesa em mangá". O roteiro foi escrito por Francisco Noriyuki Sato e Paulo Fukue, e letras de Adauto Silva. Sato já havia feito outras HQs com os veteranos - em 1990, publicou A Filosofia do Samurai Na Administração Japonesa, escrita por ele e desenhada por Roberto Fukue e Claudio Seto, e em 1995 lançou História do Japão em Mangá co-escrito com Francisco Handa e desenhado por Roberto O. Fukue, Antonio Paulo Goulart e arte-final de Roberto Kussumoto, a publicação foi feita para comemorar o Centenário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Japão e o Brasil e se baseou em um livro da editora japonesa Gakken. Em 2009, a   Devir e a Jacaranda publicam Flores Manchadas de Sangue, uma compilação de histórias de Samurai  publicadas por Seto na Edrel, essa não foi a primeira vez que o trabalho de Seto foi compilado, a Nova Sampa publicou em  Curô Ninja, O Samurai Guerreiro (1991, 2 edições) e a Canaã/Escala em Curô Ninja Samurai.  a Nova Sampa também publicou em 1991 Superalmanaque Keizi Komix : Estórias Adultas, trazendo histórias de Seto, Fernando Ikoma e Paulo Fukue.

Francisco Handa é doutor em história Social na UNESP, além de História da imigração japonesa em mangá, roteirizou A estória de Ayoagi, desenhada por Yoshi Kawasaki, publicada na Animeclub #2 e A História de O'Tei, ilustrada por Shimamoto e publicada HQ - Revista do Quadrinho Brasileiro #3 e no fanzine Mangá K do Estúdio Magyluzia


História do Japão em Mangá – 3ª edição ampliada (2008)










Luluzinha Teen não foi a primeira retratação da personagem criada por Marjorie em estilo mangá - entre 1976 e 1977, os quadrinhos foram adaptados em um anime: ""Luluzinha e Seus Pequenos Amigos" (リトル・ルルとちっちゃい, Ritoru Ruru to Chitchai Nakama no original, algo como a "A pequena Luluzinha") - esse anime foi exibido no Brasil pelo SBT no anos 80. Também não foi a primeira produção de quadrinhos da personagem no Brasil, artistas da Editora Abril, que produziam quadrinhos Disney, como Primaggio Mantovi, produziram HQs  da personagem criada por Marjorie Henderson Buell.




Em 2009, Franco de Rosa e Arthur Garcia foram contratados para criar uma versão "mangá jovem" da Moranguinho (Strawberry Shortcake no original),  Sergio Peixoto e o quadrinista Fabio Lucindo também foram sondados, contudo, o projeto foi cancelado, no ano seguinte, surge a série animada em CGI, Moranguinho: Aventuras em Tutti Frutti (Strawberry Shortcake's Berry Bitty Adventures), que no Brasil é exibida pelo Disney Junior).

Em 2011, Edson Kohatsu e a esposa Luri Maeda (agora assinando como Luri Koh) apresentam um projeto de mangá para a revista japonesa Young Jump da Editora Shueisha.



Também em 2009, AMME Evangelizar em parceria com a organização internacional OneHope lança livretos de evangelização, dois deles com estilo mangá ilustrados pelo ilustrador e animador Leonardo Conceição.





Além dessa iniciativa e das adaptações de Sansão e Davi citadas no texto, foram publicadas em 2008 A Bíblia em Mangá (The Manga Bible: From Genesis to Revelation) produzida pelos irmãos britânicos Akin Akinsiku e Ajinbayo "Siku" Akinsiku e a Série Mangá - As aventuras da Bíblia pela editora Nova Vida, produzida por autores japoneses Hidenori Kumai (roteiro)  e Kozumi Shinozawa e Ryo Azumi (desenhos), sem falar nos animes Superbook (produzido pela Tatsunoko para a Christian Broadcasting Network) e No Princípio (anime coproduzido no Japão e na Itália realizado por Osamu Tezuka e Osamu Denzaki). Outra editora que apostou nas mangalizações foi a editora Pão Diário.


Em 2017, Igor Cicarini lança o livro ilustrado D. Quest - As aventuras de Davi







Nestablog Ramos fez uma versão adolescente do Sesinho (mascote do Serviço Social da Indústria lançado originalmente em 1947), contudo, ele não sabe se a revista chegou a ser distribuída, posteriormente, ele se tornou desenhista de Luluzinha Teen.











A On Line Editora anunciou uma revista em estilo mangá da extinta banda Restart, a editora publicou álbum de figurinha e pôsteres da banda, curiosamente, a revista Luluzinha Teen teve participações da cantora Pitty e das também extintas Cine, P9 e CW7.



Restart em mangá, arte de Fabiano Freitas



Ainda em 2011, uma delegação coreana esteve no país, recepcionados por Bira Dantas, tinham o objetivo era firmar contratos de publicações dos manhwas, os coreanos estiveram nas editoras JBC, Conrad, Devir e Escala, a delegação também participou do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), realizada em Belo Horizonte, onde avaliou os trabalhos de artistas brasileiros, no ano seguinte, fizeram o mesmo no Fest Comix em São Paulo.

Em 2012, a Giz Editorial publica Kaori e o Samurai Sem Braço de Giulia Moon, descendente de japoneses, Giulia se inspirou nos mangás e e define o livro como uma light novel.

Em 2013, a editora Minuano lançou nas bancas Velozes e Vorazes da Coleção Graphic Light produzida pelo estúdio Free (Franco De Rosa Estudio Editorial)Velozes e Vorazes é romance de Ataíde Braz, com capa de Arthur Garcia e desenhos de Mozart Couto. O romance foi uma tentativa de publicar uma linha de light novels. Sergio Peixoto chegou a anunciar um projeto de uma revista de light novels, que não foi adiante.




Capa definitiva, arte de Arthur Garcia
Capa preliminar, arte de Mozart Couto





Em 2016, a Criativo publica 30 volumes da coleção Sketchbook Custom com muitos artistas influenciados pelos mangás: Adriana Yumi (autora do fanzine educativo Sigma Pi), Arthur Garcia, Cah Poszar (autora das webcomicas Teerra Windy e A Torre), Fran Santiago, Lily Carroll, Mozart Couto, Nilton Simas (autor de LunchTime, publicado em fanzines e webcomics nos coletivos Magyluzia e Zine Expo, Lamen, na plataflorma Social Comics e  e numa edição da Neo Tokyo), Raquel Sumeragi (autora da webcomics Entropia e ilustradora de Shiono e Shyuri), Suu Hideto, Thiago Spyked e Ulisses Perez. Trazendo também trabalhos de Mozart Couto, Júlio Shimamoto entre outros.



Em 2017, 30 novos títulos são relançados, além do já citado selo Graphic Book e Strip Book.

De acordo com Fabio Shin, o primeiro brasileiro a publicar no Japão foi Mauricio Ossamu Nishikawa, que em 1999, se tornou assistente de Tetsuo Hara e atualmente trabalha com Shin em sua escola de mangá. Fonte:Você sabia que existe um Brasileiro, que trabalhou como assistente de um famoso Mangaká no Japão durante 16 anos ?





Além de Furukawa, outro brasileiro trabalha atualmente no mercado japonês, Angelo Vasconcelos Levy, que assina como Angelo Mokutan,  fã de mangás desde os 14 anos, o mineiro não é descendente de japoneses, porém estudou japonês e mudou-se para o Japão, Levy se formou em animação no país e trabalhou na área de tecnologia de informação e participava de feiras de quadrinhos independentes, atualmente publica na revista PresidenteNext, publicação voltada para negócios e economia. Ele comercializa no site Amazon, uma versão em português o título Chapeuzinho Vermelho - Era uma vez em Tokyo para a plataforma Kindle.







Em 2012, Ricardo Manguinha (ou Mango), fica em segundo lugar no concurso Morning International Comic Competition, da revista Morning da Kodansh, com a história  "Over the rainbow". Por ser segundo lugar, o trabalho não é impresso, mas fica disponível no site da revista. 





Em 2015, O brasileiro Ichirou vence a segunda edição do concurso Silent Manga Audition, também foram contemplados, o casal Eudetenis (Giovana “Gigi” Leandro e Paulo Morais) e Roberto F .
Silent Manga Audition: Artistas brasileiros são premiados no mais importante concursos de mangá do mundo



Em 2016, mais brasileiros são premiados no Silent Manga: Max Andrade, João Eddie, Ichirou (novamente).

Talentos brasileiros no Silent Manga Audition


Em 2017, vencem o casal Eudetenis, também foram contemplados Erick P.A, Rael Mochizuki, Futago Estúdio, Don, João Eddie, Fabiano Ferreira e Cazz.


Ainda foram premiados: Edson Kohatsu em Menção Honrosa e Fabiano Ferreira e Simone Beatriz (do Studio Seasons) em SMAC Editorial Award



Entre os juízes estão os veteranos Tetsuo Hara (da franquia Hokuto no Ken) e Tsukasa Hojo (City Hunter).



Agradecimentos a Toni RodriguesAtaide Braz, Fabiano Alves de Jesus, Edson Kohatsu, Watson Portela e Cleber Marques.




Fontes e referências:
Arnadol Massato Oka - Super-Robôs - Henshin Especial Robôs (2001) Leonel Lins,  "Mangá Made in Brasil" - Clube do Anime #9, Editora Minuano


Gonçalo Jr., Minami Keizi - O pai do mangá no Brasil”, Herói Mangá #3, Conrad Editora, 2002


Sergio Peixoto, "O Mangá no Brasil" (2013) Clube do Anime Especial 

Franco de Rosa. "Minami Keizi e as sinuosas trilhas do mangá brasileiro". Neo Tokyo #119, Agosto/setembro de 2017, Editora Escala


Ariadne Pimenta. "Mangá X, quando o mangá brasileiro teve mais espaço para publicar. Neo Tokyo #119, Agosto/setembro de 2017, Editora Escala



Ugaki de Samoerai Animesque




Baú da Grafipar - Entrevista com Cláudio Seto



Mauricio de Sousa - Crônicas - Tezuka-San, meu irmão temporão (1)


A fundação da ABRADEMI, associação de mangá


ABRADEMI e a visita de Osamu Tezuka ao Brasil


Aula de Ossamu Tezuka em 1984


História do mangá antes da II Guerra


Os primeiros mangás brasileiros


Falece o mangá-ka Claudio Seto


História do mangá antes da II Guerra


Abrademi - Quem Somos


Os primeiros passos, o primeiro fanzine Clube do Mangá e as aulas



Mangá produzido no Brasil: pioneirismo, experimentação e produção



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Eventos: Seto Matsuri dias 06 e 07 de novembro

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Entrevista com Mozart Couto



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Sanjuro - O Samurai Impiedoso


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Daniel HDR lança mangás pela Mythos


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Julio Shimamoto: um incansável aprendiz


Os 50 anos de Capitão 7, primeira revista de super-heróis brasileira




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Guia dos Quadrinhos

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Estreia a Seção de Mangás Online (e uma porção de novidades)!


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As artes marciais nas HQs - Parte 4


Um mangá que conta a histórias do mangás. e feito em Curitiba!!!


Lupin III, Vol. 1 Paperback


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Mangá Nacional: Crises Identitárias na Produção Brasileira de Histórias em Quadrinhos






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Relembre (ou conheça) Drácula - A Sombra da Noite


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A grande lista de mangás nacionais cancelados!


Talentos brasileiros no Silent Manga Audition


"Thanatos" - Conheça o novo mangá que será publicado aqui no OhaYO!


Endhers: Mangá nacional chega às bancas em Julho


Entrevista Com Fausto Kataoka, Proprietário De Um Dos Estúdios Mais Produtivos Do Brasil!

17 comentários:

  1. Pena que você não citou os mangás aqui do sul tipo pedro o diferente e shampoo (esse foi publicado também na revista da eddie van feu). Eram obras divertidas e até venderam um pouco por aqui.

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    1. Pedro, o diferente é um fanzine (ou doujinshi, como o autor define), não foi pras bancas, sobre Shampoo, eu não me aprofundei nas revistas, se não ficaria grande demais, o critério é ter sido publicado para as bancas e livrarias.

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  2. Fantástico artigo. Este é um daquels que merecem ser preservados na história, como fonte de referencia e informação para as futuras gerações e não estou exagerando.

    Eu tenho o Robô Gigante do Portela, não curti muito a história, mas queria ler o restante da saga. Só ficou nesse numero? E eu tive Skorpion e gostei muito da história, tanto que até hoje uso parte de sua historia e personagem como base para aventuras de rpg cyberpunk.

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  3. Quiof, Ethora pela Kanetsu Press teve outra mini-série chamada O Reino do Esquecimento.
    Tenho a primeira edição aqui, estavam previstos 3 números, mas não sei que fim levou essa mini.

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    1. achei no site da quanta, eram 5 edições:http://quanta-conversa.blogspot.com.br/2006/10/ethora-o-reino-do-esquecimento-na.html

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    2. Ué, mas... Quiof, essas capas são da primeira mini-série, "A donzela de ferro".
      Eu fiz scan da capa da mini "O Reino do Esquecimento" perai, vou pegar no Photobucket.

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    3. Aqui:
      http://i251.photobucket.com/albums/gg313/fabiano_alves76/Capas/EthoraRdE01_zpse3febaf2.jpg

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    4. verdade, o texto cita, mas não coloca nenhuma capa, postei essa que você upou.

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  4. Quiof, faltou citar o mangá Salvation, que saiu junto com as edições 6 de O Principe do Best-seller, Vitral e as edições finais de Vidas Imperfeitas pelas HQM.
    Vou pegar a capa dele e posto aqui.

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  5. Aqui: http://i251.photobucket.com/albums/gg313/fabiano_alves76/Capas/Salvation01_zps022449eb.jpg

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    1. eu citei, mas não coloquei capa, "A HQM publica novos títulos: Vidas Imperfeitas, de Mariana Cagnin (inicialmente publicada em fanzines) e Salvation."

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    2. Arre, minha leitura tá uma caca, foi mal aí! @_@

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  6. Legal esse post. Eu e minha irmã participamos da Desenhe e Publique mangá número seis com nossos nomes verdadeiros, esta que está ilustrando a matéria e ganhamos o segundo lugar no primeiro concurso com a história Angel Cats. Foi muito bacana participar e naquela época recebemos mais de 200 cartas elogiando o trabalho. Também recebemos prêmio em dinheiro e em revistas na Comix.^^Depois dela levamos 8 anos pra publicar O Príncipe do Best Seller e Vitral.^^

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    1. não sabia, já vi o nome dos fanzines de vocês na sessão de cartas da Anime > Do, vou atualizando conforme sai os lançamentos ou encontre algum título antigo que eu não conheça. :)

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  7. Quim, esse é um fanzine (mas vendeu em bancas de revistas aqui de Parnaíba), conhece?

    http://bernardohq.blogspot.com.br/2013/01/corsario-azul.html

    http://eniosilvap.blogspot.com.br/2009/12/banzai-arrebenta-mais-uma-vez-em.html

    http://www.acesso343.com.br/2009/02/enio-silva-fala-sobre-seu-trabalho-na.html

    http://www.portalcostanorte.com/o-desenhista-parnaibano-que-teima-em-querer-alcancar-as-estrelas/

    flw

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  8. Estou escrevendo um livro sobre mangá e gostaria de saber onde conseguiu essa imagem de Honey Honey, porque é quase impossível encontrar esse mangá na internet.

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    1. Acho que foi no tumblr, sugiro você procurar em japonês: ハニーハニーのすてきな冒険 eu comecei a procurar em outros idiomas, além do inglês, depois de ler esse artigo na Neo Tokyo blog.studioseasons.com.br/?p=70
      Quando seu livro estiver pronto, divulgue aqui mesmo, tenho uma lista de livros aqui no blog

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