Marcadores

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Histórias em quadrinhos baseadas em tokusatsu publicadas no Brasil


Esse texto trata das revistas em quadrinhos brasileiras baseadas nos seriados japoneses, mais conhecidos como tokusatsus.

O termo foi criado para definir filmes ou séries com efeitos especiais, no entanto, é usado para definir produções japonesas, o mesmo ocorre com mangá, que significa histórias em quadrinhos no idioma japonês e é usado para definir quadrinhos japoneses ou quadrinhos inspirados na estética nipônica.


Kyodai Heroes


   robô gigante grafiparultraboy robô gigante grafipar


Em 1982, a editora Grafipar de Curítiba publicou uma revista em estilo mangá chamada Robô Gigante, sobre um mecha (robô) escrito por Claudio Seto e desenhado por Watson Portela, como complemento foi publicada Ultraboy, de Franco de Rosa, um pastiche do Ultraman da Tsuburaya Productions. Uma nova edição foi prometida, porém, não continuou, a editora fechou as portas dois anos depois.

                                                   

Ultraseven mangá
Ultra Seven por Jiro Kuwata

No Brasil, até aquele momento, três séries de Ultraman haviam sido exibidas: Ultraman, Ultra Seven e O Regresso de Ultraman, Ultra Seven inclusive foi adaptada para os mangás por Jiro Kuwata, co-criador do Oitavo Homem e responsável pelo mangá do Batman, criado para promover no Japão, a série de TV estrelada por Adam West (1966-1968)





spectreman bloch
No ano seguinte, foi a vez da revista Spectreman da Bloch Editores, a revista foi parcialmente inspirada no seriado japonês, exibido na época pela TV Record e posteriormente pela TVS (atual SBT). Uma vez que não possuía licenciamento, para evitar problemas jurídicos, a identidade civil do herói era denominada como Kenzo e não Kenzi, As cores do heróis mudaram de dourado para cinza e azul (ficando parecido com um outro herói japonês, o Mirrorman). A revista seguinte tinha como desenhistas Eduardo Vetillo e Antonio Homobono Baliero, que seguiam o estilo dos comics americanos, tanto em desenhos, como nos roteiros de Carlos Araújo  e Luiz Antonio Farah de Aguiar. A revista teve 30 edições e foi publicada até 1986.


No Japão, o personagem também foi adaptado para quadrinhos, tendo gerado 9 volumes encadernados (tankohons), O mangá foi adaptado pelo criador Souji  Ushio e por Daji Kazumine, Muitos veículos erroneamente colocam que Daji Kazumine era o pseudônimo de Souji  Ushio. Na verdade, ambos os nomes são pseudônimos, Souji  Ushio é o pseudônimo de Saginosu Tomio (04/12/1921 - 28/03/2004), presidente da extinta P-Productions e Daji Kazumine o de Kuniharu Terada (19 de Dezembro de 1935 - ). Kazumine  foi o criador do National Kid (1960), produção conjunta da National Electronics Inc. (atual Panasonic) e a Toei Company e também produziu os mangás do herói, a série de TV foi a primeira exibida na TV brasileira.


O Spectreman da Bloch aparece na capa do livro Histórias em Quadrinhos e Leitura Crítica de Sônia Luyen. (Editora Paulinas, 1989), Sônia Luyten foi a primeira acadêmica a falar de mangás no país.



Homobono produziu a capa de um VHS de National Kid lançado em 1993 pela Sato Company.


HQ licenciadas 


Em 1989, a distribuidora de vídeo Everest Vídeo (de Toshihiko Egashira) e a Alien International (de Roberto Manzoni, o Magrão), assinam um contrato de licenciamento com a Editora Brasil-America Limitada (Ebal), com o objetivo de adaptar para os quadrinhos as histórias das séries Jaspion e Changeman, da Toei Company, então exibidas pela TV Manchete (uma empresa do Grupo Bloch). A produção ficou a cargo do Studio Velpa,com roteiros de Ataide Braz e Orlando Sudário e desenhos de Roberto Kussumoto, Neide Harue, Luri Maeda, Edson Issamu Kohatsu, Paulo Yokota. Os heróis não tiveram título próprio e eram publicados na revista Quadrinhos 7ª série (com o subtítulo Jaspion em Quadrinhos e Changeman em quadrinhos), em duas edições da Revista Pôster (cada uma dedicada a uma série). Em 1990, após seis edições na revista Quadrinhos, as séries foram transferidas para Editora Abril, onde surgiu a revista O Fantástico Jaspion. A Ebal, entretanto, não cancelou a revista e assinou contrato com a distribuidora Oro Filmes, que distribuía as séries Goggle V, Machine Man  e Sharivan, exibidas pela TV Bandeirantes. O Studio Velpa passou a trabalhar para ambas as editoras.

O quadrinista e redator Alexandre Nagado fez sua estréia como roteirista na fase de transição do Studio Velpa, Nagado fez teste para desenhista, mas seu traço iniciante não foi aprovado e sua história serviu de rafe (HQ desenhada em esboços, similar aos storyboards usados no cinema e na televisão) para os roteiristas, ele continuaria usando rafes em roteiros de outras HQs que escreveu.


Ataide Braz e Roberto Kussumoto adaptaram uma encenação de Circo do Jaspion e Changeman e publicada no álbum de Figurinhas "O Fantástico Show do Jaspion", publicado em 1989 pela Editora Cromy, ambos também adaptariam um episódio do anime Zillion em álbum publicado pela Editora Abril, o anime também chegou a ter uma revista de atividades pela Ebal.
                                          
    A Editora Bloch publicou uma fotonovela (um tipo de história em quadrinhos usando fotos) e um álbum de figurinhas desenhado pelo quadrinista Antonio Homobono Balieiro, Balieiro também ilustrou uma capa de um VHS de National Kid lançado pela Sato Company.
                                 
             
        Na edição #9 de Quadrinhos, o roteirista Ataide Braz misturou elementos da série Flashman nas histórias de Goggle V, nele existe o planeta Goggle e até mesmo o robô Mag da série Flashman ajuda o grupo.



    O robô Mag de Flashman em Quadrinhos 7 série #9, roteiro de Ataide Braz e arte de Neide Harue


    Na Ebal, mesmo que os desenhistas Edson Kohatsu, Neide Harue e Luri Maeda tivessem influência dos mangás, era exigido que seguissem o estilo dos comics americanos.
      Sharivan  (1983-1984) é a segunda série de uma trilogia de séries chamada Space Cop, iniciada com Gaban, (1982-1983) e terminada com Shaider (184-1985), essas duas distribuídas pela Globo Filmes, Gaban foi exibida pela TV Globo e Shaider pela TV Gazeta e não tiveram versões em quadrinhos no país. Sua primeira aparição na Ebal foi na história Na trilha do meteoro, roteirizada por Alexandre Nagado e desenho de  Marcio Morais publicada em Quadrinhos 7ª Série - #8, onde Sharivan encontra com o Machine Man.

      Jaspion e Changeman também dividiram uma revista em quadrinhos no Japão:
          Jaspion e Changeman na revista TV Land
          Surge um spin-off dos Changeman: a versão infantil Change Kids, com revista em quadrinhos na Editora Abril e revista de atividades na Ebal.  A revista da Editora Abril foi publicada em 1991 e durou 7 edições.









          Em 1991, a Ebal assina com a distribuidora Top Tape, e adaptada duas outras séries da Toei: Jiraya (publicado em 3 edições de O Herói), e Jiban (publicado em 1 edição de Superxis em 1992). A revista Superxis, estrelada por Jiban, teria sido uma das últimas publicada pela Ebal, porém a última publicação de quadrinhos foi o álbum XV de Príncipe Valente.

          A Abril adquire a licença para adaptar outras séries da Toei: Flashman e Maskman, ambas distribuídas pela Everest, que também teve produção do Studio Velpa.
          Enquanto que na Ebal, a maioria das séries possuíam histórias separadas (exceto o já citado encontro de Machine Man com Sharivan), na Editora Abril se iniciou uma cronologia própria, onde as séries da Toei participavam de crossovers. O herói Boomerman da série Jaspion vira namorado da Change Mermaid de Changeman. O ator Hiroshi Watari, que interpretou Boomerman em Jaspion, também foi o Sharivan/Den Iga e Kenji Sony/Spielvan. A equipe Maskman também passou a participar de histórias, e, após um confronto com os Changeman, tornam-se aliados. A própria produtora realiza crossovers de suas séries, estabelecendo que se passam no mesmo universo ficcional.








          Em 1992, após 12 edições, a revista O Fantástico Jaspion é cancelada  e em seu lugar surge uma nova versão de Heróis da TV (que em versões anteriores abrigou histórias de personagens da Hanna-Barbera e da Marvel Comics). São publicados na revista Spielvan (que torna-se mais um aliado de Jaspion, após um confronto). Black Kamen Rider (distribuído pela Tikara Filmes, nova empresa de Toshihiko Egashira, ex-proprietário da Everest Vídeo) e Cybercop, o policial do futuro. Ambas as séries não participaram de crossovers com Jaspion e Changeman. Cybercop foi uma série atípica na revista,  era originalmente produzida pela Toho Co. e distribuída no país pela Sato Company (de Nelson Sato, amigo de Egashira).

          Em entrevista ao blog Street Fighter RPG, o quadrinista Marcelo Cassaro, disse que foi contratado por saber diferenciar um super sentai do outro. De acordo com ele, enquanto estava na Editora Abril, desenhava secretamente para o Studio Velpa, que apesar de pagar menos, poderia trabalhar com os heróis que gostava.

          As histórias da Abril tinham forte  influência dos quadrinhos de super-heróis das editoras Marvel e DC, tanto em roteiros, quanto em desenhos, porém, alguns dos desenhistas que trabalharam nos títulos, também participariam de projetos no estilo mangá: Marcelo Cassaro, Alexandre Nagado, Arthur Garcia e Watson Portela.
          A história "Até que a morte os separe", escrita por Rodrigo de Góes e Marcio Morais e desenhos de Marcelo Arantes, publicada em O Fantástico Jaspion #9 (1991), guarda semelhanças com uma história do grupo Quarteto Fantástico: "A grande jornada", escrita por Marv Wolfman e desenhada por John Byrne, tanto no plot, como no estilo de Arantes - essa, por sua vez, também é parecida com The Deadly Years da série clássica de Star Trek:



          Em Heróis da TV #10 e 11, Marcelo Cassaro apresenta pela primeira vez os aliens Preadacons (ou Predakonns, como ficaram conhecidos posteriormente, já que o nome "Predacon já existia na franquia Transfomers), que seriam apresentados no livro A Espada da Galáxia (1995) e em quadrinhos e RPG pela Editora Trama.
          Alexandre Nagado disse que chegou a roteirizar três roteiros que foram pagos e nunca publicados: um para Spielvan, um para Metalder e outro para Cybercop, Metalder chegou a aparecer no álbum "Livro Ilustrador - Jaspion 2/Spielvan, lançado pela Editora Abril, nele também haviam figurinhas de Maskman, Black Kamen Rider (chamado de Blackman) e Flashman

            Em Heróis da TV #16, o roteirista Gerson Luiz Teixeira e Aluir Amâncio criam a armadura Unidade Vênus para a Tomoko de Cybercop. Na série de TV, a armadura nunca chegou a ser produzida, por falta verbas. Há alguns anos, circula pela web uma imagem de um possível protótipo da Toho Co., questionado no Facebook sobre a criação da armadura, porém, de acordo com o Alexandre Nagado, a arte foi produzida por Tamotsu Shinohara (que trabalhou em Kamen Rider ZO e Kyōryū Sentai Zyuranger) para a revista Uchusen #102, de 2002 (Editora Asahi Sonorama), Gerson afirmou não lembrar como surgiu a ideia da versão dos quadrinhos. 
              cybercop vênus editora abril  Tamotsu Shinohara 2002

              Unidade Vênus em duas versões: a versão de Tamotsu Shinohara e a criada por Gerson Luiz e Aluir Amâncio.


              No Japão, uma versão em mangá por Minoru Nonaka foi publicada na extinta revista Comic BomBom, também foi publicado um doujinshi (um tipo de revista de fã, semelhante aos fanzines ocidentais).



              Arte de Minoru Nonaka para o mangá de Cybercop, fonte:Mandarake


              doujinshi Cybercop

              doujinshi de Cybercop, fonte:a2mato.



              Além de Heróis da TV (cuja última edição foi publicada em Outubro de 1994), as séries tiveram histórias em Almanaques:

              Almanaque Abril Jovem n° 7 (1992), que trouxe histórias de Kamen Rider, Maskman, Changeman e Spielvan, eles aparecem juntos na capa, criada por Marcelo Cassaro, um outro crossover inusitado foi em anúncio da revista Heróis da TV, ela incluiu Maskman, Spielvan, Black Kamen Rider, Jaspion e Cybercop (apesar do símbolo de copyright, era a única das séries que não era produção da Toei).

              anúncio Heróis da Tv, tokusatsus, Toei e Toho Co.
                Almanaque dos Cybercop (única edição, 1993);
                Almanaque do Spielvan - trazendo o confronto de Spielvan vs Jaspion (única edição 1994).
                Alexandre Nagado chegou a roteirizar três histórias de Cybercop que não foram publicadas.

                Em 1994, os tokusatsus começaram a perder força com a chegada do anime Os Cavaleiros do Zodíaco. No ano seguinte, 
                chegava a série americana Power Rangers, que era uma versão americana dos sentais da Toei, 
                Existem duas verões sobre a história:
                O contrato com a Toei proibiria que as séries originais japonesas fosse exibidas com os Power Rangers.
                Com duas séries parecidas, o licenciamento de qualquer uma das duas gerariam confusão nos consumidores.

                Mighty Morphin Power Rangers foi lançada em 1993 e começou Kyōryū Sentai Zyuranger, lançada no ano anterior, contudo em Power Rangers: Megaforce e Power Rangers: Super Megaforce (2013-2014), baseadas em Tensou Sentai Goseiger e Kaizoku Sentai Gokaiger (que presta uma homenagem aos sentais anteriores), teve rangers inspirados em Changeman, Flashman, Fiveman e Maskman. A Saban também lançou as séries Masked Rider (baseada em Kamen Rider Black RX, VR Troopers (baseada em Spielvan, Metalder e Shaider) e Beetleborgs (baseada em Juukou B-Fighter e B-Fighter Kabuto). Outras empresas produziram séries similares, é o caso de Superhuman Samurai Syber Squad da DIC Entertainment (baseada em Denkou Choujin Gridman da Tsuburaya) e Kamen Rider: Dragon Knight da Adness Entertainment, baseada em Kamen Rider Ryuki).


                Em Julho de 2015, durante o evento Fest Comix, a JBC anunciou o lançamento do mangá Ultraman, escrito por Eiichi Shimizu e ilustrado por Tomohiro Shimoguchi, o mangá é publicado na revista  Monthly Hero's da Shogakukan e possuí 6 volumes encadernados (tankōbons), trata-se de uma história futurista, ambientadas anos após a série original de 1966, dessa vez o Ultraman é Shinjiro Hayata, filho de Shin Hayata, o Ultraman original.





                Os Quadrinhos de Power Rangers

                Entre 2006 e 2008, a Editora Abril lançou a revista Power Rangers - A Revista com as série Dino Trovão e Tempestade Ninja, a publicação teve 33 edições, em 2012, foi a vez da Editora Alto Astral com  Power Rangers Samurai - Quadrinhos, que só teve duas edições.


                Influências

                Histórias em Quadrinhos

                Em Cascão #99, publicada pela Editora Globo, Cascão era fã de um grupo chamado Xingamen, 
                uma paródia a Changeman, a história foi republicada em Almanaque Temático Cascão #7, publicado pela Panini
                em 2008





                Em As Aventuras dos Trapalhões  Marcelo Cassaro roteirizou a paródia Didiraya, e na edição 37 (1992), Cybertrap - Os Trapalhões do Futuro, 
                desenhada por Gustavo Machado e arte-finalizada por Jaime Podavin.


                Em 1993, Alexandre Nagado fez a estréia como redator especializado em cultura pop japonesa 
                na revista Set Terror & Ficção da Editora Azul, e posteriormente se tornou colunista da Revista Herói,
                 publicada a partir de 1994 pelas editoras Acme (atual Conrad) e Nova Sampa.

                Em "A Mulher-Gatinha" publicada em Zé Carioca #2024 (1995), roteirizada por Marcelo Cassaro 
                e desenhada por Paulo Borges, há uma roupa do Jaspion na loja de fantasias.



                Em Street Fighter Edição Especial (1995), na história O desafio do dragão, escrita por Alexandre Nagado e desenhada por Neide Harue, o ator chinês Fei-Long é visto interpretando um herói bem parecido com o Kamen Rider.
                Blue Figther de Alexandre Nagado por Arthur Garcia e Silvio Spotti.

                Em 1996, Alexandre Nagado resolve homenagear os tokusatsus, e, inspirado em Kamen Rider, Metalder e O Menino Biônico, lança o herói Blue Fighter, escrito e desenhado por ele e publicado na revista Master Comics da Editora Escala. A revista misturava matérias e histórias em quadrinhos. Foi cancelada após 3 edições. 

                Curiosamente, a capa da segunda edição da segunda edição da Master Comics trazia uma ilustração de Ken Steacy para a revista Ultraman da Nemesis Comics publicada em 1994, contudo, a arte servia para ilustrar uma matéria sobre a mesma.





                Em 1997, surge uma nova oportunidade para o Blue Fighter, Marcelo Cassaro, na época, editor da Trama (fundada por Ruy Pereira, ex-sócio da Escala), convida Nagado para publicar na editora. Ele então lança uma mini-série em três edições de  Blue Fighter, com desenhos de Arthur Garcia (que também desenhou tokusatsus para Abril) e arte-final de Silvio Spotti. A série foi terminada em duas edições de Mangá X da Escala, novamente desenhada por Nagado.


                Em 2000, a dupla Garcia e Spotti, na revista Desenhe e Publique Mangá, publica o herói Cyborg Zeta (uma clara alusão a Cyborg 009), inspirado em séries criadas pelo mangaká Shotaro Ishinomori, tanto em roteiro, quanto em desenhos.


                Em 1998, surge a webcomics Combo Rangers de Fabio Yabu, uma das primeiras webcomics do país. A HQ segue o mesmo modelo que Change Kids, um super sentai formado por crianças.



                 Yabu não apenas fazia referências aos tokusatsus, mas também a várias franquias da cultura pop mundial.



                Em 2000, Combo Rangers ganham uma mini-série em três edições (Combo Rangers Evolution) pela editora JBC, uma das editoras que resolveu investir maciçamente em mangás no país. No ano seguinte, a editora publica uma série mensal. A revista é cancelada em 2002, após 13 edições. Em 2003, ganha uma série mensal pela Panini Comics. Após 10 edições, a revista é cancelada.

                Em 2002, a a revista Heróis Renascem da editora Escala publica o henshin hero Beettleman roteirizada Danilo Monteiro e Stefani Renne e ilustrada por Danilo Monteiro.

                Os Combo Rangers entraram em hiato e retornaram em 2013: o criador lança um projeto de financiamento coletivo na plataforma Catarse.para a publicação de três graphic novels anuais pela JBC, Yabu consegue bater a meta e a arrecadação permite financiar duas das graphic novels.



                Em 2005, o quadrinista Cadu Simões publica em seu "Fanzine do Homem-Grilo" #2, a história 'Sem Necessidade de Defensores', escrita por ele e desenhada por Daniel Rodrigues, uma clara paródia aos seriados japoneses. A HQ é protagonizada pelo Cricket Rider, a versão japonesa do Homem-Grilo de Simões. A história foi redesenhada no estilo mangá e publicada no site do autor.

                Cricket Rider


                visual do robô em Brilho de um pulsar

                Em Brilho de um Pulsar (Turma da Mônica Jovem #6-7, 2009), estreia do roteirista Marcelo Cassaro no revista, há referências a tokusatsus, sobretudo de Metal heroes e Kamen Rider, o arco é inspirado no filme animado A Princesa e o robô (1983), onde Cassaro trabalhou como intervalador. 









                Em Turma da Mônica Jovem #47 (2012), em visita ao Japão, a Turma encontra Suppa Kaizoku Nakama Sentai, um grupo inspirado no Kaizoku Sentai Gokaiger, a história foi roteirizada por Petra Leão e Marcelo Cassaro.





                RPGs
                Em 1995, Marcelo Cassaro lança o RPG Defensores de Tóquio, na Editora Trama. Nele, há arquétipos 
                de heróis japoneses, incluindo de tokusatsus.

                AD&D, Saint Seiya, Kamen Rider, Winspector
                Capa de Dragão Brasil Especial #3 (1996) - Advanced Defensores de Tóquio (AD&T)

                Em 2001,  é lançado Defensores de Tóquio - O Jogo de RPG", escrito por Marcelo Cassaro e ilustrado por Eduardo Francisco,  nele há paródias aos tokusatsus, o jogo foi uma volta as origens, uma vez que a terceira edição (conhecida como 3D&T), passou a ser um sistema genérico, ou seja, deixou de ser exclusivo para paródias.
                Defensores De Tóquio

                Defensores De Tóquio




                Em 2013, o site da Editora Jambô, editora que publica a nova versão de 3D&T, o Alpha, publica em seu blog, Mega Tóquio de Marlon “Armaggedon” Teske ,um cenário inspirado nos tokusatus, Mega Tóquio para o suplemento Mega City de Gustavo Brauner, inciado em 2010 e com dois livros publicados:Mega City (2012) e Mega City - Manual do Aventureiro (2013).






                Agradecimentos ao Sergio Paes por informar sobre o álbum de figurinhas do Spielvan.

                Fontes e referências :
















                3 comentários:

                1. Muito boas curiosidades, mas em dado momento ficam um pouco confusas. Seria bom dar uma revisada.

                  ResponderExcluir
                  Respostas
                  1. obrigado pelo comentário, em que parte você achou que ficou confuso?

                    Excluir
                2. Belo apanhado de informações, extremamente interessante, parabéns!

                  Provavelmente não seja o foco da matéria, mas em meu site Tokufriends, serão publicadas todas as revistas da Editora Abril (Jovem) http://www.tokufriends.com/2015/10/revistas-em-quadrinhos-abril-jovem.html Ao longo do tempo, claro. Escaneando uma a uma.

                  ResponderExcluir